Vodka Não Funciona Como um Higienizador de Mãos Contra o Novo Coronavírus

Vodka

Desde que a pandemia do novo coronavírus estourou, um dos conselhos que mais escutamos é o de lavar muito bem as mãos com água e sabão com bastante frequência. Quando não for possível lavá-las com água e sabão, a alternativa é usar o higienizador de mãos, conhecido também como álcool em gel 70%. Mas não é qualquer tipo de álcool que funciona para remover os germes como o coronavírus das mãos.

O Conselho Federal de Química (CFQ) já havia alertado contra o uso de álcool em gel caseiro em uma nota oficial, publicada em 18 de março. Mais recentemente, no dia 24 de abril, o pediatra especialista em doenças pediátricas infecciosas, Frank Esper, advertiu no site do centro médico acadêmico americano Cleveland Clinic que usar uma bebida alcoólica como a vodka para higienizar as mãos não é uma medida de higiene efetiva contra o novo coronavírus – e outros germes.

“Algumas destilarias estão fornecendo o seu álcool para os fabricantes de higienizador de mãos por conta da alta demanda. Entretanto, você precisa entender que para um higienizador de mãos ser realmente efetivo, ele precisa ter pelo menos 70% de álcool em volume naquela construção em particular. Somente despejar álcool nas mãos não é necessariamente bom”, esclareceu Esper.

De acordo com o especialista em doenças pediátricas infecciosas, no caso das vodkas, a maior parte contém 20% ou 30% de álcool, o que não promove uma desinfecção apropriada.

Por que precisa ser o álcool em gel 70%?

De acordo com o CFQ, a versão 70% do álcool em gel é a recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aos serviços de saúde brasileiros e indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) dentro da Lista de Medicamentos Essenciais.

O órgão também esclareceu que pesquisas realizadas em todo o mundo apontaram que a melhor eficiência do álcool etílico contra micro-organismos patogênicos – causadores de doenças, como é o caso do novo coronavírus – é observada na graduação de 70%.

Ao contrário do que o senso comum pode imaginar, produtos com uma graduação alcoólica muito superior ao de 70% apresentam uma eficácia mais baixa – isso porque há uma evaporação mais rápida, o que diminui o tempo de contato entre o álcool e a substância causadora da doença, explicou o conselho.

O CFQ apontou ainda que nessas soluções alcoólicas com graduação muito superior aos 70% falta água para conduzir o álcool até o interior da célula do micro-organismo que se deseja eliminar. Sem água ou com pouco água, o álcool desidrata sem matar o patógeno, completou o órgão.

Ao encontrar o álcool em gel na graduação indicada, é importante checar a embalagem do produto em busca de indícios de que ele é de boa procedência. O conselho da organização é desconfiar daqueles que não apresentam rótulo ou que não informam o número de registro do produto e os dados do profissional técnico responsável pelo mesmo, como nome e número de registro profissional.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar do uso de vodka ou outras bebidas alcoólicas para higienizar as mãos contra o coronavírus? Tem seguido as diretrizes corretas? Comente abaixo!

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