Velija Dá Sono? Para Que Serve e Efeitos Colaterais

Velija

Confira se Velija dá sono, o que é e para que serve esse medicamento, além dos possíveis efeitos colaterais e contraindicações do mesmo.

Sentir sono faz parte do dia a dia e serve como
um aviso do nosso corpo para informar ele está precisando descansar.
Entretanto, existem situações em que o sono aumenta além da conta, como pode
ocorrer com o uso de determinados medicamentos. Mas seria Velija um dos
remédios que pode dar sono?

Para quem está prestes a começar a utilizar o medicamento é importante saber se Velija dá sono, pois permite se preparar para lidar com a reação. Isso porque que ficar muito sonolento pode atrapalhar a execução de tarefas rotineiras como trabalhar, estudar, praticar atividades físicas e preparar refeições saudáveis com o devido cuidado.

Para conhecer um pouco mais o remédio, veja também se Velija engorda ou emagrece. Vale a pena ainda conferir outras opções de remédio para depressão mais usados.

O que é e para que serve Velija?

Antes de entrarmos propriamente na questão se
Velija dá sono, vamos ficar mais familiarizados com as indicações deste
medicamento.

Pois bem, Velija (cloridrato
de duloxetina) é um remédio de uso oral e adulto acima dos 18 anos de idade,
encontrado em cápsulas de 30 mg e 60 mg, que pode ser indicado para o tratamento
do transtorno depressivo maior, a depressão.

Ele também pode ser prescrito para o tratamento da dor
neuropática diabética periférica, da fibromialgia em pacientes com transtorno
depressivo maior, dos estados de dor crônica associados à dor lombar crônica,
dos estados de dor crônica associados à dor devido à osteoartrite de joelho em
pacientes com mais de 40 anos e do transtorno de ansiedade generalizada.

A sua comercialização é permitida somente com a apresentação
da receita médica. As informações são da bula de Velija, disponibilizada pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do site Consulta Remédios.

E então, será que Velija dá sono?

Sim, podemos afirmar que Velija dá sono porque a sonolência
é apresentada pela bula do medicamento como uma das reações adversas que ele
pode causar.

No caso do tratamento do transtorno depressivo maior e dos
estados de dor crônica associados à dor lombar crônica e à dor devido à
osteoartrite de joelho, a sonolência é classificada como uma reação comum, ou
seja, que atinge 1% a 10% dos pacientes que usam o remédio.

Já para o tratamento da dor neuropática periférica diabética, do transtorno de ansiedade generalizada e da fibromialgia, a sonolência é listada como uma reação muito comum, ou seja, que afeta mais de 10% dos pacientes que utilizam o medicamento.

Caso experimente sonolência excessiva durante o seu tratamento com Velija, especialmente ao ponto de interferir na rotina normal da sua vida, informe o seu médico a respeito do problema para saber o que fazer para amenizá-lo sem prejudicar a sua saúde. Não interrompa o uso do remédio sem antes consultar o médico que o prescreveu porque isso pode ser perigoso.

Os efeitos colaterais de Velija

De acordo com informações da bula do medicamento, disponibilizada
pela Anvisa, a lista de efeitos colaterais gerais do remédio inclui:

Reações muito comuns – em mais de 10% dos pacientes:

  • Boca seca;
  • Náusea (vontade de vomitar);
  • Dor de cabeça.

Reações comuns – entre 1% a 10% dos pacientes:

  • Palpitações;
  • Visão borrada;
  • Constipação (intestino preso);
  • Diarreia;
  • Vômito;
  • Dispepsia (indigestão);
  • Dor abdominal;
  • Flatulência (gases);
  • Fadiga (cansaço);
  • Diminuição de peso;
  • Aumento da pressão sanguínea;
  • Diminuição do apetite;
  • Dor musculoesquelética;
  • Espasmo muscular (contração involuntária do músculo);
  • Tontura;
  • Letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio);
  • Tremor;
  • Disgeusia (alteração do paladar);
  • Parestesia (adormecimento ou formigamento de partes do corpo);
  • Insônia;
  • Alteração do orgasmo;
  • Diminuição da libido (diminuição do desejo sexual);
  • Ansiedade;
  • Distúrbio do sono;
  • Agitação;
  • Sonhos anormais;
  • Alteração da frequência urinária;
  • Distúrbio de ejaculação;
  • Disfunção erétil;
  • Retardo na ejaculação;
  • Dor orofaríngea (dor de garganta);
  • Bocejo;
  • Hiperidrose (suor em excesso);
  • Prurido (coceira);
  • Rubor (vermelhidão da pele).

Reações incomuns – entre 0,1% e 1% dos pacientes:

  • Taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos);
  • Vertigem (falsa sensação de movimentos);
  • Dor de ouvido;
  • Zumbido no ouvido;
  • Midríase (dilatação da pupila);
  • Distúrbio visual;
  • Ressecamento dos olhos;
  • Eructação (arroto);
  • Gastroenterite (inflamação das paredes do estômago e do intestino);
  • Gastrite (inflamação no estômago);
  • Hemorragia gastrointestinal;
  • Halitose (mau hálito);
  • Disfagia (dificuldade para engolir);
  • Quedas;
  • Sensação de anormalidade;
  • Sensação de frio;
  • Sensação de calor;
  • Mal-estar;
  • Sede;
  • Calafrio;
  • Laringite (irritação ou inflamação da laringe);
  • Achados laboratoriais relacionados à alterações de enzimas do fígado;
  • Aumento de peso;
  • Desidratação;
  • Rigidez muscular;
  • Contração muscular;
  • Distúrbio da atenção;
  • Discinesia (movimentos involuntários);
  • Baixa qualidade do sono;
  • Bruxismo (ranger os dentes);
  • Desorientação;
  • Apatia;
  • Noctúria (aumento da frequência urinária noturna);
  • Hesitação urinária;
  • Retenção urinária;
  • Disúria (dor ao urinar);
  • Poliúria (aumento do volume urinário);
  • Diminuição do fluxo urinário;
  • Dor testicular;
  • Disfunção sexual;
  • Sintomas da menopausa;
  • Constrição da orofaringe (dificuldade de engolir, engasgar);
  • Suores noturnos;
  • Reação de fotossensibilidade;
  • Suor frio;
  • Dermatite de contato (inflamação na pele causada pelo contato com substâncias externas);
  • Maior tendência à contusão;
  • Extremidades frias;
  • Hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar).

Reações raras – entre 0,01% a 1% dos pacientes:

  • Hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da glândula tireoide);
  • Estomatite (feridas na boca);
  • Distúrbio da marcha (dificuldade para andar);
  • Aumento do colesterol sanguíneo;
  • Mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços ou das pernas durante o sono);
  • Odor urinário anormal;
  • Distúrbio menstrual.

Relatos espontâneos pós-lançamento:

Reações raras – entre 0,01% e 0,1% dos pacientes:

  • Alucinações;
  • Retenção urinária;
  • Erupção cutânea (feridas na pele).

Reações muito raras – em menos de 0,01% dos pacientes:

  • Arritmia supraventricular (alteração dos batimentos cardíacos);
  • Zumbido no ouvido após interrupção do tratamento;
  • Síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético;
  • Glaucoma (aumento da pressão do olho);
  • Colite microscópica (inflamação crônica do intestino grosso);
  • Hepatite (inflamação das células do fígado);
  • Icterícia (pele amarelada em função do aumento de bilirrubina);
  • Reação anafilática (reação alérgica generalizada);
  • Hipersensibilidade;
  • Aumento das enzimas do fígado;
  • Aumento da bilirrubina;
  • Hiponatremia (baixa concentração de sódio no sangue);
  • Hiperglicemia;
  • Trismo (contração muscular prolongada da mandíbula);
  • Distúrbios extrapiramidais (rigidez associada a tremor);
  • Parestesia;
  • Síndrome das pernas inquietas;
  • Síndrome serotoninérgica (conjunto de características clínicas de alterações no estado mental e na atividade neuromuscular em combinação com disfunção do sistema nervoso autônomo);
  • Convulsões (contração involuntária e intensa dos músculos), que podem ocorrer após a descontinuação do tratamento;
  • Mania (crise de euforia), agressão e raiva (particularmente no início do tratamento ou após a descontinuação do tratamento);
  • Sangramento ginecológico;
  • Galactorreia (produção de leite pelas mamas);
  • Hiperprolactinemia (produção excessiva do hormônio prolactina);
  • Edema angioneurótico (tipo de inchaço);
  • Contusão;
  • Vasculite cutânea [processo caracterizado pela inflamação e lesão das paredes dos vasos sanguíneos (algumas vezes com envolvimento sistêmico)];
  • Equimose (mancha roxa devido à presença de sangue no tecido);
  • Síndrome de StevensJohnson (doença de pele grave);
  • Urticária (coceira);
  • Hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar);
  • Síncope (desmaio, especialmente no início do tratamento);
  • Crises hipertensivas (aumento de pressão arterial).

Podem haver diferenças em relação aos efeitos colaterais
dependendo da condição para qual Velija é utilizada. Leia a bula e converse com
o seu médico para saber mais a respeito disso.

Caso experimente qualquer um dos efeitos colaterais
apresentados acima ou ainda algum outro tipo de reação adversa, procure
rapidamente o auxílio médico mesmo que não imagine se tratar de um problema tão
grave assim.

Isso é necessário para verificar a real seriedade do efeito
colateral em questão, receber o tratamento apropriado e saber como proceder com
segurança em relação à continuidade ou não do uso do medicamento.

Contraindicações e cuidados com Velija

O remédio não pode ser utilizado pelos seguintes pacientes:

  • Alérgicos ao cloridrato de duloxetina ou a qualquer outro componente da formulação do medicamento;
  • Que estejam utilizando algum medicamento inibidor da monoaminoxidase (IMAO), como sulfato de tranilcipromina e moclobemida ou tiverem parado de tomar um IMAO nos últimos 14 dias. O uso de Velija® com um IMAO pode causar efeitos colaterais graves ou provocar risco à vida; não se deve tomar um IMAO por, pelo menos, cinco dias após a interrupção do tratamento com Velija;
  • Mulheres que amamentam;
  • Que têm menos de 18 anos de idade.

As pacientes gestantes só podem ser tratadas com o
medicamento quando o benefício potencial justificar os riscos para o feto, o
que deve ser avaliado pelo médico.

Quem faz uso de qualquer medicamento, suplemento ou planta
precisa informar ao médico a respeito disso antes de dar início ao tratamento
com Velija para que o profissional verifique se não faz mal usar os dois ao
mesmo tempo.

O paciente só deve usar o medicamento quando o mesmo for
prescrito pelo médico e sempre conforme as dosagens indicadas pelo
profissional, já que a posologia adequada varia de caso para caso, conforme a
condição a ser tratada e os problemas de saúde prévios de cada pessoa.

Enquanto se trata com o remédio, o paciente não deve dirigir
veículos ou operar máquinas porque a sua habilidade e atenção podem estar
prejudicadas. As informações são da bula de Velija, disponibilizada pela
Anvisa.

Atenção: este artigo
serve unicamente para informar e não substitui a conversa com o médico e a
leitura de toda a bula que precisam ocorrer antes do início do tratamento com
Velija.

Fontes e Referências adicionais

Você já tinha percebido que Velija dá sono em você? Recebeu a indicação médica deste remédio? Comente abaixo!

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