Vacinas Contra o Novo Coronavírus Estão Sendo Desenvolvidas no Brasil e no Mundo

Vacina Covid-19

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não existe uma vacina contra a COVID-19, a doença provocada pelo novo coronavírus que foi classificada como uma pandemia e motivou o adiamento dos Jogos Olímpicos de 2020.

Ela já atingiu 509 mil pessoas e matou 23 mil dos infectados em todo o mundo até a tarde da quinta-feira (26), segundo dados da Universidade John Hopkins. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou 2.611 mil casos e 63 óbitos em decorrência da COVID-19 até a mesma data.

Esses números alarmantes tornam urgente a produção de uma vacina contra o vírus e pesquisadores ao redor de todo o mundo têm se esforçado para encontrá-la.

Uma empresa americana já testou medicamento contra o coronavírus e um outro medicamento já conhecido, chamado hidroxicloroquina, já teve seu uso contraindicado pela Anvisa depois de viralizar a notícia de que estudos eram promissores no tratamento da COVID-19.

60 dias depois que o sequenciamento genético da COVID-19 foi compartilhado, o primeiro teste de vacina foi iniciado, conforme informou a Organização das Nações Unidas (ONU).

No
dia 16 de março, os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos anunciaram
o início da primeira fase de um ensaio clínico de uma vacina contra o novo
coronavírus em um instituto de pesquisa em saúde de Seattle. O teste é
financiado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados
Unidos.

O
estudo contará com a participação de um total de indivíduos saudáveis com idade
entre 18 e 55 anos ao longo de aproximadamente seis semanas. A primeira pessoa
recebeu a vacina em testes no dia 16 de março.

O
experimento vai avaliar a segurança e a habilidade de induzir uma resposta
imunológica de diferentes doses da vacina experimental. Trata-se do primeiro
passo de muitos dentro do processo do ensaio clínico para avaliar os potenciais
benefícios da vacina contra o novo coronavírus.

Em uma de suas regulares coletivas de imprensa acerca da crise do novo coronavírus, o diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus explicou que como os diversos testes de vacinas contra a COVID-19 em andamento são de pequeno porte, têm diferentes metodologias e podem não conceder a evidência necessária, a OMS e seus parceiros estão organizando um estudo para comparar tratamentos não testados em vários países, completou a ONU.

De
acordo com o diretor-geral da OMS, esse grande estudo internacional foi
desenvolvido para produzir os dados sólidos necessários para mostrar quais
tratamentos são mais eficientes. Até o dia 18 de março, países como Argentina,
Bahrein, Canadá, França, Irã, Noruega, África do Sul, Espanha, Suíça e
Tailândia já tinham confirmado a sua participação na pesquisa.

Brasil também desenvolve vacina contra o novo coronavírus

A vacina brasileira contra a COVID-19 está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Os testes ainda não foram conduzidos em animais ou seres humanos, entretanto, a expectativa é que eles aconteçam dentro de alguns meses. A esperança é a produção de uma vacina com resposta rápida contra o vírus, que possibilite a produção dos anticorpos necessários contra ele.

O
diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da
Faculdade de Medicina da USP Jorge Kalil explicou que a vacina brasileira está
sendo desenvolvida por meio da criação de uma VLP – sigla em inglês para
“partícula semelhante ao vírus” – que é uma espécie de vírus oco, sem
material genético e sem possibilidade de transmitir a doença, ou seja, com uso
seguro para as vacinas.

De acordo com o diretor do Incor, são utilizadas as partes do coronavírus capazes de disparar uma resposta do sistema imunológico, de modo que sejam emitidos os anticorpos bloqueadores e que o vírus seja impedido de penetrar nas células do organismo.

Kalil
esclareceu que a parte do vírus utilizada na produção da vacina por VLP são as
coronas ou espículas, localizadas na região exterior do novo coronavírus. A
prontidão no início do desenvolvimento de uma vacina brasileira contra o novo
coronavírus foi possibilitada por estudos anteriores a respeito de outro
coronavírus, uma estirpe anterior ao SARS-CoV-2, que é o vírus causador da
COVID-19.

A
vacina desenvolvida no Brasil é diferente daquela que já começou a ser testada
nos Estados Unidos, da qual falamos no início deste artigo. O diretor do Incor
explicou que a versão americana faz uso da tecnologia mRNA, que insere na
vacina uma partícula sintética do RNA mensageiro do vírus. Então, ela é
injetada no corpo humano e recebe a orientação para produzir proteínas que
possam ser reconhecidas pelo sistema imunológico do organismo humano.

Entretanto, segundo Kalil, ao contrário das vacinas de mRNA, as vacinas de VLP já possuem histórico de uso e tendem a gerar respostas mais robustas, ao passo que as da tecnologia mRNA costumam produzir respostas mais tímidas. As informações são do Jornal da USP.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar nas vacinas que estão sendo produzidas para o novo coronavírus? Tem se prevenido corretamente contra o vírus? Comente abaixo!

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