Quem mais perde e quem consegue se proteger da inflação hoje no Brasil?

Investimentos corrigidos pela inflação são uma forma de proteger o poder de compra.

Os números apontam para uma alta de 12% no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), um dos principais indicadores da inflação, nos últimos 12 meses. Existem setores como transportes (quase 20%) e alimentos (13,5%) com alta maior do que outros setores devido à pressão nos preços e à demanda por produtos. 

Quem está sendo afetado pela inflação? O que contribui para a alta da inflação? Há como se proteger da inflação? Aqui neste artigo, vamos te ajudar a entender como os efeitos da inflação podem afetar a sua vida e te mostrar quem está ganhando com isso. 

Por que a inflação subiu? 

A economia brasileira já estava longe de viver um momento de estabilidade bem antes da pandemia, que ajudou a agravar o problema. 

Mesmo que nos últimos anos o Brasil venha passando por crises econômicas que aumentaram o desemprego e diminuíram a renda das pessoas, a inflação até então estava controlada. 

Por que, então, a inflação começou a subir tanto em 2021? Com um cenário de instabilidade econômica no país, a pandemia agravou problemas como a logística de distribuição de produtos e a circulação de pessoas. 

Com a escassez de produtos e matérias-primas, muitos produtos presentes no dia a dia dos brasileiros aumentaram de preço. Mesmo com a demanda mais fraca por produtos por conta do desemprego e da perda de renda, o brasileiro encontrou mais dificuldade para encontrar produtos básicos. 

A desvalorização do real perante o dólar também ajudou no aumento de preço de outros produtos. Commodities brasileiras como o petróleo ficaram mais caras para o mercado interno após a adoção da política de paridade internacional na Petrobras. 

No setor de transportes, um dos mais afetados pela inflação, houve uma grande desorganização da produção em virtude da pandemia. Isso fez com que houvesse uma escassez de insumos e matérias-primas. Com isso, a capacidade de produção do setor diminuiu e isso levou ao aumento dos preços. 

Quem mais perde com a alta da inflação? 

O aumento do preço de produtos básicos do dia a dia faz com que os consumidores tenham de gastar muito mais para continuar comprando os mesmos produtos. 

Aliado a isso, temos uma grande maioria de trabalhadores que perderam renda durante a pandemia ou, no mínimo, não sofreram reajustes de salários acima da inflação. Obviamente, isso fez com que boa parte dos consumidores perdesse poder de compra. 

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Alguém ganha com a alta da inflação? 

Podemos dizer que o aumento da inflação está sendo bom para o governo, pelo menos, no curto prazo. A inflação foi responsável por inchar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, potencializado pelo PIB do agronegócio, que se beneficiou com a alta dos preços das commodities. 

Em contrapartida, o PIB do setor de serviços, responsável pela maior parte dos empregos gerados no Brasil, segue encolhendo, já que o consumo das famílias ainda não voltou a crescer. 

Com o aumento do PIB, o governo também diminui a dívida pública, já que a relação dívida/PIB ficou menor durante a pandemia. E claro, a alta de preços de produtos básicos também fez com que o governo passasse a arrecadar mais com impostos, já que a tributação brasileira onera bastante o consumo. 

Como é possível se proteger da inflação? 

Se você deseja fugir da inflação, a primeira dica é controlar os gastos. Agora que o seu dinheiro está valendo menos, você acaba tendo de comprar menos produtos e é preciso controlar essa conta para evitar dívidas. 

Já se você possui algum tipo de investimento, como poupança ou reserva de emergência, a dica é optar pela proteção do seu capital migrando para investimentos que estejam protegidos da inflação, como o Tesouro IPCA, LCI e LCA. 

Esses investimentos garantem rendimentos acima da inflação, o que ajuda a manter o seu poder de compra. Se for possível poupar, poupe um percentual da sua renda todos os meses para ter algum dinheiro caso uma emergência maior apareça. 

Como podemos perceber, a inflação influencia na vida de todos os brasileiros. A expectativa em ano eleitoral é de que as coisas caminhem para uma melhora, principalmente agora com a retomada econômica.

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