O Que Gravida Não Pode Fazer de Jeito Nenhum?

Neste artigo, você irá conferir o que grávida não pode fazer de jeito nenhum e quais comidas e bebidas devem ser evitadas para garantir a segurança da mãe e do bebê.

Durante a gestação, inúmeras restrições são
passadas à mãe, visando promover a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento
adequado do feto. Algumas atividades que até então faziam parte da rotina,
devem ser evitadas, enquanto novos hábitos devem ser incorporados ao dia a dia
da mulher para que a gestação siga saudável até o nascimento do bebê.

Abaixo você irá conferir as principais
restrições na vida gestacional das mulheres e por que essas práticas devem ser
evitadas. Saiba mais:

Álcool

O álcool é um agente conhecidamente
maléfico ao organismo em qualquer estágio da vida, mas é durante a gestação que
se deve redobrar os cuidados com a bebida. Como o álcool passa rapidamente ao
bebê, por meio do sangue à placenta e cordão umbilical, o desenvolvimento do
cérebro e dos órgãos do bebê pode ser comprometido.

Embora sejam necessários mais estudos,
evidências clínicas permitem aferir que outros potenciais riscos associados à
ingestão alcoólica durante a gravidez incluem nascimento prematuro, aborto
espontâneo e até mesmo feto natimorto.

No entanto, a principal complicação
evidenciada que pode se manifestar em decorrência do consumo de álcool é a
Síndrome do Alcoolismo Fetal.

No Brasil, cerca de 150 mil casos de SAF
são reportados anualmente. Os problemas que podem acompanhar a criança após seu
nascimento em detrimento dessa doença são atraso no crescimento, alterações na
composição facial, além de atraso no desenvolvimento cognitivo e motor.

Atualmente a SAF é considerada a principal
e maior síndrome cognitiva prevenível no país.

Cigarro

O tabagismo ativo é ruim para a saúde das
gestantes e de seus bebês. No entanto, manter-se perto de quem fuma e ingerir
fumaça, tornando-se um fumante passivo, pode ser tão prejudicial quanto fumar
diretamente.

Há, em média, 4.000 agentes tóxicos
presentes na fumaça do cigarro que estão relacionados ao desenvolvimento de
câncer.

Dentre os potenciais riscos que envolvem o
consumo passivo do cigarro estão aborto espontâneo, baixo peso do feto, parto
prematuro, além de deficiências cognitivas.

A síndrome da morte súbita infantil – SMSI,
está entre as principais preocupações nesse cenário, pois ocorre quando uma
criança morre quando está dormindo, sem manifestar nenhum sinal, e na maioria
das vezes sem um motivo aparente.

Em muitos casos, após um quadro de SMSI,
não é possível identificar a causa da morte da criança, pois, em autópsias, identifica-se
que a saúde do bebê se encontrava em bom estado. Nesses casos, a prática do
tabagismo ativo e passivo podem estar diretamente relacionados.

Limpeza de Gatos

Grávidas que possuem gatos como animais de
estimação devem aumentar os cuidados e proteção ao lidar com as sujeiras
produzidas pelos felinos.

As fezes dos gatos transmitem toxoplasmose, uma doença infecciosa considerada comum que pode manifestar sintomas diversos, desde confusões mentais, passando febre, dores de cabeça e até mesmo convulsões.

No entanto, os casos mais graves e
considerados agudos são bastante raros e quando se manifestam, são em episódios
esporádicos, e podem ocorrer apresentando sintomas distintos.

Nas gestantes, a toxoplasmose pode promover
abortos, nascimento da criança com icterícia, macrocefalia, além de crises de
convulsão.

Dessa maneira, é importante delegar a
limpeza de caixas de areia e local de evacuação dos gatos a outras pessoas ou,
quando não for possível, utilizar luvas para fazê-lo, evitando o máximo possível
ter contato com as fezes do felino.

Salto Alto

À medida que a barriga de uma gestante
cresce, o ponto de gravidade é alterado. Com isso, o equilíbrio em saltos
altos, sobretudo os finos, se torna muito mais complicado e perigoso. Dessa
forma, a mulher fica muito mais propensa a quedas, que pode acarretar em
inúmeras consequências ao bebê, inclusive aborto espontâneo.

No entanto, o uso de saltos não é
totalmente restringido durante a gestação. Eles são parcialmente aceitáveis
considerando o bem-estar da mulher e do feto no início da gestação. No entanto,
prefere-se que a grávida opte por plataformas, saltos grossos e não maiores do
que cinco centímetros de altura, para dar mais segurança, conforto e
sustentação ao corpo.

Além disso, saltos muito altos podem
desencadear dores nas costas e desconfortos nos joelhos e tornozelos. Como
muita pressão é depositada no calcanhar e a postura é comprometida ao calçar um
sapato de salto, essas articulações podem ser comprometidas, ocasionando
episódios de dores e desconfortos agudos.

Saunas, Ofurôs e Banheiras

Embora haja pouca literatura médica que se
volte à pesquisa das consequências que há quando uma grávida se submete a
sessões de sauna, ofurô e banhos de banheira, as evidências em torno desse
contexto apontam que mulheres nessas situações tendem a ficar desidratadas.

Além disso, outros sintomas aos quais a
gestante é submetida são riscos de superaquecimento do feto e até mesmo
desmaios. Durante a gravidez, as mulheres tendem a sentir mais calor do que o
normal, pois o corpo é ligeiramente mais aquecido nesse período. As alterações
hormonais que ocorrem no organismo são responsáveis por isso. Dessa forma,
quando a grávida é submetida a longos períodos em água quente, o corpo pode
tornar-se superaquecido.

Esse caso é especialmente perigoso durante
o primeiro trimestre, em que a exposição à água muito quente por um longo tempo
pode desencadear certos problemas congênitos no feto, além de dar a sensação de
fraqueza às mães, já que, durante o superaquecimento corpóreo, o sangue flui
mais rapidamente e isso é compensado pela liberação de suor. Com isso, o fluxo
sanguíneo nos órgãos torna-se mais fraco, fazendo com que você tenha sensação
de fadiga e cansaço.

Medicamentos

Durante a primeira consulta de pré-natal, a
gestante recebe algumas prescrições médicas quanto aos medicamentos que podem
ou não ser consumidos.

Essa é uma parte fundamental nos cuidados
gestacionais, pois o consumo de medicamentes contraindicados pode representar
grandes danos ao desenvolvimento fetal.

Sabe-se que alguns medicamentos aumentam as
chances de se desenvolver defeitos congênitos ou outros problemas. Mas, às
vezes, interromper um medicamento (como os que controlam convulsões, por
exemplo) oferece mais riscos à mãe e ao bebê do que continuar tomando o
medicamento. Nesses casos, é imprescindível conversar com seu médico sobre
qualquer medicamento que você possa tomar.

Medicamentos à base de substâncias como
Subsalicilato de bismuto, Fenilefrina ou pseudoefedrina, que são
descongestionantes e guaifenesina devem ser evitados pois aumentam as chances
de defeitos congênitos no feto, sobretudo durante o primeiro trimestre.

Já o uso de medicamentos para a dor como aspirina, ibuprofeno e naproxeno possuem baixo risco de defeitos congênitos.

Exercícios Físicos Intensos

A prática de certos exercícios físicos
durante a gestação pode proporcionar uma série de benefícios à mulher, que
proporciona a mobilidade e a mantém ativa.

Exercícios aeróbicos e de baixa intensidade
são ideais para a gestante melhorar sua qualidade de vida, pois ajuda, dentre
muitas coisas, a regular o sono e o humor, dois pontos que são prejudicados
nesse período, além de potencialmente melhorar a postura e a respiração,
diminuindo a fadiga e dores nas costas. No entanto, isso deve ser feito apenas mediante
a aprovação do seu médico.

Por outro lado, a prática de exercícios
físicos muito intensos pode resultar em complicações à gestação. Cargas muito
pesadas durante sessões de musculação fazem com que o corpo faça mais força do
que o necessário, resultando até mesmo em aborto espontâneo.

Além disso, a prática de exercícios
aeróbicos deve ser evitada às gestantes que possuem risco de parto prematuro,
placenta prévia após 26 semanas de gravidez, sangramento persistente, membranas
rompidas, pré-eclâmpsia e insuficiência cervical.

No entanto, se o seu médico liberar a
prática esportiva, não se esqueça de indicar a sua condição gestacional ao
instrutor para que as modificações e adaptações necessárias possam ser feitas e
a prática ofereça qualidade de vida e bem-estar a você.

Comidas a Serem Evitadas

Quando uma mulher está grávida, tudo que
ingere é destinado ao bebê. Por isso é especialmente importante cuidar da
alimentação para garantir que todas as necessidades do feto sejam atendidas,
oferecendo a quantidade ideal de vitaminas, minerais e outros nutrientes
importantes ao desenvolvimento do bebê e da mãe.

No entanto, outros alimentos podem
prejudicar o crescimento da criança ou fazer mal à mulher, podendo causar, até
mesmo, intoxicação alimentar.

Confira, abaixo, os principais alimentos a
serem evitados durante a gravidez:

Carne Malpassada

Carnes cruas ou malpassadas podem possuir
parasitas que comprometem o organismo de quem as ingere. Dentre os riscos de
contaminação ao ingerir esse tipo de alimento estão toxoplasmose, listeria,
bactéria E. Coli e salmonela.

Quando uma mulher gestante consome esse
tipo de alimento, os riscos são ainda mais devastadores, pois atingem o feto,
podendo desencadear natimortos e doenças neurológicas graves e irreversíveis,
inclusive epilepsia e até mesmo cegueira.

Algumas bactérias ficam na superfície da
carne. Dessa forma, apenas selar a carne as elimina. No entanto, há outras que
permanecem no interior da fibra muscular. Para eliminar potenciais riscos à
saúde da mãe e do bebê, a carne deverá sempre ser cozida, frita ou assada
integralmente, pois, quando o alimento é submetido à temperatura de 70 ºC, os
micro-organismos são eliminados.

A mesma regra se aplica a carnes como
salsichas, hambúrgueres, carne moída e carne de aves e de porco, pois, além das
bactérias inerentes a elas, também podem ser afetadas por outros
micro-organismos durante o processo de armazenamento.

Peixes Com Alto Teor de Mercúrio

Os peixes contêm importantes ácidos graxos que não são produzidos pelo organismo, como o ômega-3, que é muito importante para a formação neurológica do bebê. Dessa forma, as únicas maneiras de aquisição desse composto são por vias alimentares ou suplementação.

No entanto, muitos peixes possuem grande
quantidade de mercúrio, o que pode ser nocivo ao ser humano, sobretudo às
gestantes.  Peixe espada, cação e atum
são variedades que devem ser evitadas especialmente durante a gravidez.

Dentre os peixes mais recomendados para
consumo estão o salmão, pescada, arenque, linguado e sardinha. Entretanto,
recomenda-se que a ingestão não ultrapasse 2 a 3 vezes por semana, e que a
carne seja preferencialmente grelhada ou assada.

Além disso, durante a gravidez peixes crus devem
ser evitados devido à potencial transmissão de vírus e bactérias, podendo
desencadear quadros de intoxicação alimentar.

Cafeína

O consumo excessivo de alimentos e bebidas
ricos em cafeína também deve ser regulado durante a gestação. Café, chás, chocolate,
bebidas energéticas e refrigerante estão entre os principais alimentos ricos
nessa substância.

A diminuição no consumo deve ser adotada
pois a cafeína, em excesso na corrente sanguínea, pode estimular parto
prematuro, baixo peso ao nascer, retardo no crescimento fetal e até mesmo
aborto espontâneo. Como a cafeína atravessa a placenta, chega ao líquido
amniótico, o líquido pelo qual o feto é envolto, ela pode chegar ao cordão
umbilical, ao plasma e até mesmo à urina do bebê.

Uma xícara de café possui, em média, 100mg
de cafeína. A recomendação médica é de que o consumo não seja superior a
200-300mg por dia. No entanto, é preciso considerar que outros alimentos
fornecem essa substância. Dessa maneira, é necessário dosar a ingestão para a
mulher e o bebê não sejam prejudicados pela cafeína.

Queijos Macios

Os queijos classificados como macios são,
dentre outros, o brie e o camembert, além de queijos macios feitos com leite de
cabra, e devem ser evitados pois há riscos de contaminação por meio de
bactérias listeria, que desencadeiam a listeriose, uma intoxicação que, ao ser
contraída durante a gravidez, pode desencadear aborto espontâneo, nascimento
prematuro, infecção grave do recém-nascido ou mesmo natimorto.

Além disso, o consumo dos queijos azuis
como gorgonzola, dinamarquês e roquefort também devem ser restritos.

No entanto, o consumo desses tipos de
queijo é liberado quando eles são submetidos ao cozimento total, pois, dessa
forma, qualquer resquício de bactéria é eliminado.

As restrições alimentares e de hábitos são
prescritas pelo médico responsável pelo pré-natal. Sendo assim, se você possui
alguma dúvida quanto à segurança envolvida a certos hábitos e alimentos,
procure um profissional para tirar suas dúvidas e manter sua gestação em
segurança.

Referências
adicionais:

Você já sabia o que gravida não pode fazer de jeito nenhum? Conhece alguém que esta nesta fase? Comente abaixo!

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