O que é a bioimpedância e qual é sua relação com a Educação Física?

O Conteúdo

Talvez você já tenha ouvido falar sobre a bioimpedância, mas será que você sabe realmente do que se trata desse exame e o que ele é capaz de medir? E sua utilidade para profissionais da Educação Física?

É sobre isso que trataremos neste artigo! Vamos lá?

O que é bioimpedância?

Você já sabe que a avaliação é um passo essencial para todos os tipos de procedimentos de envolvem o corpo humano. Por isso, devemos sempre nos atentar para todas elas: a anamnese, a avaliação postural, cardiorrespiratória, neuromuscular e, é claro, a de composição corporal. 

Nesse sentido, temos que a bioimpedância elétrica é uma das diversas maneiras existentes para se avaliar a composição corporal de um indivíduo. Além dela, esse processo pode ser realizado através de exames de raio-x, ultrassom, tomografia computadorizada e outros.

A avaliação de composição corporal, por sua vez, tem a função de medir as quantidades de ossos, músculos e gordura do corpo de um indivíduo. Por isso, ela é muito comum em academias e clínicas de nutrição, por ser muito útil para avaliar os resultados da prática de exercícios físicos ou as necessidades a serem levadas em conta na elaboração de uma dieta, por exemplo.

Aqui, é importante lembrar que existem 3 tipos de avaliações que devem ser realizadas, cada uma em um momento específico do acompanhamento de um aluno:

  • Diagnóstico: o primeiro passo é avaliar os pontos “fortes e fracos” do indivíduo;
  • Formativa: em um segundo momento, realiza-se uma avaliação com a frequência de cerca de 3 meses para identificar o desempenho do aluno e o desenvolvimento de suas capacidades físicas;
  • Somativa: por fim, realiza-se uma avaliação ao final de um período pré-estabelecido (como um ano, por exemplo) para registrar o quadro geral do aluno.

Mas como é realizada uma bioimpedância elétrica? É o que você descobrirá a seguir!

Como realizar a bioimpedância?

A realização da bioimpedância pode acontecer através de dois aparelhos específicos. São eles: uma balança especial e uma simples maca com eletrodos.

A primeira delas, a balança, deve ser específica para a realização do exame. Nela, são inseridos dados como o gênero, idade e altura da pessoa. Aí, além de apenas pesá-la, ela transmite uma leve corrente elétrica através de uma placa de metal. Essa corrente é responsável por mensurar a porcentagem de dados como a quantidade de músculo, água e gordura no corpo do indivíduo.

Para isso, deve-se subir em uma balança do tipo sem sapatos e com os pés descalços. O ideal, ainda, é que ela tenha uma barra de metal na qual a pessoa possa segurar-se com as mãos. Dessa forma, a medição poderá ser completa. 

Nesse momento, alguns pontos devem ser observados. Além de estar descalço, o indicado é que a pessoa esteja vestindo roupas leves. Ela também deve realizar jejum prévio de 4 horas e é indicado estar hidratado e não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 24 horas anteriores – isso porque a corrente elétrica em questão se difunde mais facilmente na água. 

No segundo método, a pessoa deita-se sobre uma maca segurando dois eletrodos e tendo mais dois fixados em seus pés e ligados ao aparelho de bioimpedância. Aí, ela só precisa permanecer imóvel durante no máximo cinco minutos. Simples, não é?

Mas o que exatamente é mensurado nesse exame? Leia abaixo!

O que exatamente é medido?

Bom, agora que você já sabe o que é a bioimpedância e como realizá-la, é chegada a hora de entender o que exatamente ela é capaz de mensurar. Após feita a medição, você terá os resultados de uma série de fatores:

  • Peso;
  • Índice de massa corporal (IMC);
  • Quantidade de massa gorda;
  • Quantidade de massa magra;
  • Massa muscular;
  • Densidade óssea;
  • Hidratação, entre outros.

A partir daí, torna-se possível avaliar a situação do físico da pessoa. Por exemplo: é possível que uma pessoa com o IMC alto tenha uma grande quantidade de massa gorda. Apesar disso, isso também pode indicar bons níveis de massa magra, já que esta é mais densa (ou seja, pesa mais ocupando menos espaço) que a primeira. 

Por isso a bioimpedância é tão útil: com ela, você consegue todas as informações necessárias para lidar com a pessoa de acordo com o que ela realmente precisa. E saiba que ela não é útil somente para nutricionistas.

Profissionais de Educação Física podem realizá-la?

Sim, a bioimpedância é muito útil para os nutricionistas. Isso porque as informações dela auxiliam na elaboração de uma dieta que contenha todos as vitaminas e nutrientes que aquela pessoa realmente precisa.

Apesar disso, ela também pode ser muito útil para os profissionais de Educação Física! Pense no exemplo dado acima. Faria sentido criar um treino para perda de peso para alguém que já tem grande quantidade de massa magra e pouca de massa gorda? Certamente não. Nesse caso, deve-se pensar em como manter essa massa magra. 

A partir daí percebemos que apenas saber o IMC do indivíduo não é o suficiente. Cada informação adicional pode gerar insights novos e valiosos. Por isso, tendo o equipamento necessário, é possível que profissionais da área realizem o exame. 

Caso isso não seja possível, ele também pode ser feito em outros locais. O custo pode variar de R$100 a R$150. Além disso, é contraindicado que gestantes e pessoas com marcapassos realizem o exame. Também deve-se evitar realizá-lo durante o período menstrual. 

Conclusão

E então, o que achou da bioimpedância? Sem dúvidas, ele é um exame muito útil e que pode aumentar a precisão dos planejamentos de treinos que você prepara para seus alunos.

Além de saber das limitações cardiorrespiratórias e físicas da pessoa que você irá instruir, é fundamental também ter conhecimento sobre a composição corporal dela. Dessa maneira, o acompanhamento se torna ainda mais preciso e os resultados desejados podem ser alcançados ainda mais rapidamente.

Ficou com alguma dúvida? Comente abaixo!

Apareceu primeiro em Blog Educação Física https://ift.tt/37B3dhT