Maioria dos pais não sabe quanto tempo as crianças passam no smartphone ou tablet

Criança no smartphone

Você provavelmente já deve ter ouvido falar que passar muito tempo com tablet ou celular faz mal para os bebês e crianças. Provavelmente já disse para si mesmo que quando tiver filhos não permitirá que eles passem tanto tempo em frente aos aparelhos.

Porém, quem tem filhos sabe que não é tão fácil assim fazer com que eles fiquem quietos ou mantenham-se entretidos.

Isso fica ainda pior no contexto da pandemia do novo coronavírus, em que todos precisam passar mais tempo em casa, o que pode deixar as crianças entediadas e inquietas.

Então, a saída encontrada por alguns acaba sendo deixar as crianças usarem o smartphone ou tablet para jogar algum joguinho ou assistir a um desenho animado.

Estudo surpreende

Mas, segundo o que indicou um estudo publicado no periódico Pediatrics, os pais podem não ter tanta noção de quanto tempo os seus filhos passam em frente a um aparelho eletrônico como smartphone ou tablet.

A pesquisa, que foi financiada pela organização Crianças e Telas: Instituto de Mídia Digital e Desenvolvimento Infantil dos Estados Unidos, identificou que a média diária de uso dos aparelhos por parte das crianças avaliadas pelo estudo que tinham os seus próprios dispositivos foi de 115 minutos.

O estudo contou com a participação de 346 pais e responsáveis por crianças entre três a cinco anos de idade. O trabalho foi feito por meio de coleta de amostras dos dispositivos móveis.

Os pesquisadores usaram um aplicativo de rastreamento que enviava informações sobre o uso do aparelho a um banco de dados, nos casos dos dispositivos Android.

Já no caso dos dispositivos iOS, pediram que os pais tirassem prints dos dados dos aparelhos sobre o tempo logado e os tipos de aplicativos.

Quando a equipe cruzou os números, percebeu que 35% dos pais achavam que os filhos passavam menos tempo em frente às telas e outros 35% acreditavam que os filhos ficavam mais tempo com os aparelhos do que ficavam.

De acordo com a autora líder da pesquisa, Jenny Radeski, os elementos de design dos dispositivos móveis dificultam o monitoramento por partes dos pais.

“Eles são essas telas pequenininhas em frente ao nariz das crianças e nós não estamos assistindo com eles, do modo que faríamos com uma tela de TV. Eles (os aparelhos) são mais interativos e imersivos”, acrescentou Radeski.

Os problemas do uso exagerado de smartphones e tablets

Conforme a psicoterapeuta Mayra Mendez alertou, a idade das crianças avaliadas no estudo é nobre para o desenvolvimento ideal do cérebro.

“Se você tiver muito tempo de tela, você pode interromper ou quebrar algumas das sequências naturais do desenvolvimento saudável do cérebro”, avisou.

Mendez também advertiu que, para algumas crianças, muito tempo em frente às telas pode interromper às habilidades verbais e a lógica verbal.

“Eles estão olhando para uma tela e há uma espécie de efeito hipnótico. Há uma falta de interação social. Desenvolvimento social e emocional são críticos nesses primeiros anos”, acrescentou a psicoterapeuta.

A pediatra comportamental e desenvolvimental e professora assistente de pediatria da Escola Médica de Harvard nos Estados Unidos, Elizabeth Harstad, lembra que enquanto as crianças estão em frente à tela, elas não estão brincando e interagindo com outros.

Segundo Harstad, brincar é importante para ajudar a criança a desenvolver sua habilidade de solucionar problemas.

“Brincar ajuda as crianças a praticar o uso da imaginação, planejar, organizar e trabalhar ou se dar bem com outros. O tempo de tela geralmente implica na criança ficar em um lugar e não se mexer muito. É mais saudável para eles movimentar o corpo enquanto brincam e aprendem”, completou a pediatra.

O conteúdo acessado pelos pequenos também chamou a atenção

O estudo observou que os aplicativos mais comumente usados foram o YouTube Kids, navegadores de internet, Quick Search Box, Siri e os serviços de streaming de vídeos.

Entretanto, a autora líder da pesquisa, Jenny Radeski, relatou que a quantidade de aplicativos inapropriados que ela e sua equipe encontraram foi surpreendente.

Radeski, que também é pediatra e professora assistente da Escola Médica da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, contou que foram encontrados aplicativos que não eram voltados para crianças de 3 ou 4 anos e que alguns se tratavam de jogos violentos e assustadores.

“Nós realmente queríamos que os pais fossem cientes que esses aplicativos assustadores e violentos estavam muito acessíveis às crianças”, comentou Radeski.

O estudo também mostrou que as crianças pequenas usaram centenas de aplicativos diferentes, inclusive aqueles destinados para um público adulto, como os aplicativos de apostas.

Está sendo desafiador passar tanto tempo fechado em casa durante a pandemia? Então, veja como conversar sem pânico com as crianças sobre o novo coronavírus e aprenda receitas divertidas para fazer em casa com as crianças durante a quarentena.

Fontes e Referências Adicionais:

Você possui filhos e tem sofrido com o tempo dentro de casa durante a pandemia? Seus filhos passam muito tempo em frente a smartphones e tablets? Comente abaixo!

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