Grávida Pode Comer Fígado?

Grávida

Confira se uma mulher grávida pode comer fígado ou se esse alimentos deve estar entre aqueles que devem ser evitados durante uma gestação.

O sabor do bife de fígado pode não conquistar todas as pessoas,
entretanto, não dá para negar que o alimento tem as suas vantagens nutricionais
para o nosso organismo.

Podemos encontrar encontramos nutrientes como ferro, cobre, vitamina A, colina (uma das vitaminas do complexo B), vitamina B2, vitamina B9 e vitamina B12, além de proteínas de alta qualidade, na composição do fígado bovino.

Todos esses nutrientes parecem não ser suficientes para quem acredita que o fígado de boi faz mal à saúde – veja se isso é verdade. Mas e quanto a uma mulher gestante?

Mas será que a grávida pode comer fígado?

É de conhecimento geral que uma gestante necessita abastecer o seu organismo e o de seu bebê com nutrientes, portanto, ela precisa seguir uma dieta repleta de alimentos essenciais para grávidas. Então, isso significa que a grávida pode comer fígado, já que ele possui proteínas, vitaminas e minerais?

De acordo com informações, embora seja rico em ferro, o que teoricamente seria útil especialmente para as gestantes que sofrem com anemia por deficiência do mineral, a maioria dos nutricionistas aconselha que as mulheres grávidas evitem a ingestão do fígado, devido ao fato do alimento ser muito rico em vitamina A.

Se a
vitamina A encontrada na composição do fígado for consumida de maneira excessiva, o resultado poderá ser
malformações no feto, principalmente durante o primeiro trimestre da gestação.

Esses problemas podem envolver os
olhos, o crânio, os pulmões e o coração de um neném.

Isso sem contar que, de acordo com informações, a ingestão de muita vitamina A também pode resultar em toxicidade ao fígado. O excesso do nutriente tem potencial para provocar osteoporose, acúmulo exagerado de cálcio no organismo e dano renal em decorrência desse excesso de cálcio.

A recomendação é de que as gestantes
evitem o consumo de fígado e outros órgãos de animais, ingerindo pequenas
quantidades somente nos casos em que aquele típico desejo de grávida bater.

“Precisamos de apenas 30 g de fígado bovino para atingir o nível máximo tolerável de ingestão de vitamina A durante a gravidez. Esse é um volume muito pequeno, então as quantias precisam ser monitoradas. Embora seja seguro comer uma pequena quantidade de fígado ocasionalmente durante a gravidez, é necessário ser cauteloso”, afirmou a nutricionista Alexandra Rowles.

O Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês) do Reino Unido
é enfático ao recomendar que a gestante não consuma fígado ou produtos que
contenham o órgão como patês, salsichas e linguiças de fígado, justamente por
conta da quantidade elevada de vitamina A encontrada no alimento que pode fazer
mal para o neném que ainda não nasceu.

Toxinas e metais pesados

Outra preocupação apresentada foi em
relação à presença de toxinas no fígado. De acordo com nutricionistas, graças
ao fato do fígado ser o local de onde são filtradas e retiradas as toxinas do
organismo, o órgão acaba armazenando uma boa parcela dessas substâncias.

Os fígados de animais podem trazer toxinas oriundas de produtos da alimentação ou criação de animais como grãos processados, antibióticos, vacinas, pesticidas para o capim, água contaminada e hormônios.

O fígado dos animais acumula metais
pesados como mercúrio, chumbo, arsênio e cádmio, que podem contaminar e
prejudicar o organismo.

Essas substâncias causam danos ao funcionamento dos pulmões e das articulações. O consumo frequente de alimentos contaminados com metais pesados sobrecarrega o trabalho hepático (do fígado) e atrapalha o funcionamento equilibrado do organismo.

Conforme advertiu o Centro de Controle
e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, os metais pesados podem afetar
o desenvolvimento do cérebro de um bebê e tantos os adultos quando as crianças
podem ficar muito doentes quando eles possuem muitos metais pesados em seus
organismos.

Em outras palavras, se os metais
pesados já podem ser perigosos para qualquer pessoa, imagina só para uma mulher
gestante e o neném ainda em desenvolvimento que ela carrega em seu ventre?

Além do fígado, esses metais pesados
podem estar presentes no músculo, no coração e nos rins de vacas, cavalos e
frangos, principalmente nos casos de animais que crescem em locais que ficam
próximos a fábricas de metais ou de produtos químicos.

Por outro lado, a nutricionista Alexandra Rowles defendeu que o fígado não armazena toxinas e que o trabalho do órgão é processá-las e torná-las seguras ou transformá-las em alguma coisa que possa ser removida seguramente do corpo.

Entretanto, para não correr riscos e como estamos falando de um período tão delicado como a gravidez, que exige cautela por se tratar da formação de uma vida ainda frágil, o ideal mesmo é que a mulher gestante converse com o médico e o nutricionista que acompanham a sua gestação para saber se ela pode comer bife de fígado uma vez ou outra e em que quantidade e frequência máximas o alimento pode ser incluído em suas refeições.

Vale a pena, para qualquer pessoa (não somente as grávidas),
escolher fígados de animais que não tenham sido tratados com antibióticos ou hormônios
e que sejam originários de produção orgânica, na qual os bichos são criados
soltos, em espaços bem cuidados e não recebam medicamentos.

Além de saber se a grávida pode comer fígado

A partir do momento em que receber a notícia que está esperando um neném, é fundamental que a futura mamãe realmente passe a contar com um acompanhamento do médico e do nutricionista para saber direitinho tudo o que e não pode fazer e comer ao longo da gestação.

É importante lembrar que cada gravidez apresenta as suas
particularidades, como as características da saúde da mãe e graus de risco da
gestação, por exemplo, que podem exigir diferentes cuidados. Daí a importância
de que cada mulher conte com acompanhamento individualizado conforme as suas
necessidades e as de seu bebê.

Tenha em mente também que este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir as recomendações profissionais e qualificadas do médico e do nutricionista.

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Fontes
e Referências Adicionais:

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