Diabético Pode Usar Xilitol?

Diabetes

Veja a seguir se diabético pode usar xilitol ou se essa não é uma das opções de substitutos ao açúcar mais indicados para a doença.

Quando alguém fala em diabetes, é normal que pensemos em uma condição que inviabiliza o consumo de pratos doces. Mas será que isso significa que as pessoas que sofrem com a doença podem fazer uso de adoçantes como o xilitol para melhorar o sabor de determinadas comidas e bebidas?

Aproveite para descobrir uma lista dos melhores adoçantes para diabéticos e veja como deve funcionar, no geral, uma dieta para diabetes.

Sobre a diabetes

Antes de começarmos a analisar se o diabético pode usar xilitol, vale a pena conhecermos melhor esse problema de saúde.

Pois bem, as pessoas que sofrem com a doença podem manifestar
sintomas como aumento da sede, da fome
e da urina, fadiga, visão borrada, dormência ou formigamento nos pés e mãos,
feridas que não se curam e perda de peso inexplicável.

Enquanto os sinais da diabetes do tipo 1 podem começar a aparecer rapidamente, em uma questão de semanas, os sintomas da diabetes do tipo 2 são desenvolvidos lentamente, ao longo de anos, e podem ser tão leves ao ponto da pessoa afetada nem sequer percebê-los.

Além disso, muitos dos pacientes com
diabetes do tipo 2 não apresentam sintomas. Com isso, alguns descobrem que
sofrem com a condição somente quando desenvolvem problemas de saúde associados
a ela.

A doença ocorre quando os níveis de açúcar
no sangue, também chamados de glicose no sangue, estão muito elevados. Vale
lembrar que a glicose sanguínea é a maior fonte de energia para o organismo e é
proveniente dos alimentos consumidos por meia da dieta.

Também precisamos citar a insulina – um hormônio produzido pelo pâncreas
e que é responsável por auxiliar a glicose obtida por meio dos alimentos a
chegar até as células, para ser utilizada como fonte de energia. Você sabia que
ela também é relevante para o surgimento da diabetes?

Isso porque em um quadro de diabetes, o corpo não produz insulina o
suficiente ou qualquer quantidade do hormônio ou não consegue utilizar a
insulina presente apropriadamente. Com isso, a glicose permanece no sangue e
não dá conta de chegar até as células.

Ao receber a notícia de que foi diagnosticado com a doença, o paciente
precisa seguir direitinho as orientações do médico em relação ao tratamento,
pois a condição não é brincadeira.

A diabetes pode resultar no desenvolvimento de complicações graves como pressão arterial, elevada, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), problemas nos olhos, doenças dentais, danos nos nervos e problemas nos pés.

E então, será que o diabético pode usar xilitol?

O xilitol é um composto encontrado naturalmente em produtos de origem vegetal que é bastante utilizado como um substituto do açúcar em comidas rotuladas como livres de açúcar, o que inclui chicletes, balinhas de hortelã e outros doces.

De acordo com informações do pesquisador da área de nutrição Kris Gunnars, ele é categorizado como um álcool de açúcar e considerado um adoçante natural.

“Quimicamente, os álcoois de açúcar ou polióis combinam traços de moléculas de açúcar e de moléculas de álcool. A sua estrutura permite que eles estimulem os receptores gustativos para a doçura na sua língua. Embora a palavra ‘álcool’ seja parte do seu nome, não é o mesmo álcool que te deixa bêbado”, esclareceu o pesquisador.

Gunnars também afirmou que o xilitol pode ser encontrado na formulação de alimentos propícios para os diabéticos. Ou seja, o diabético pode usar xilitol realmente, já que ele funciona como uma boa alternativa ao açúcar para as pessoas que sofrem com diabetes, pré-diabetes, obesidade ou outros problemas metabólicos.

Os benefícios do xilitol se devem a diversos fatores. O xilitol contém 40% menos calorias que o açúcar, com 2,4 calorias por grama, possui índice glicêmico menor que o açúcar e tem efeitos insignificantes em relação ao açúcar no sangue e à insulina, graças à falta de frutose em sua composição.

De uma forma geral, a troca do açúcar pelo xilitol pode ser feita porque o xilitol não interfere com a glicemia. Ainda assim, é sugerido consumir com moderação e agendar uma consulta com um profissional para orientá-lo melhor em relação aos cuidados dietéticos.

Por outro lado

A Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA, sigla em inglês), órgão de saúde dos Estados Unidos, salientou que apesar dos álcoois de açúcar como o xilitol serem relativamente pobres em calorias e mais favoráveis ao açúcar no sangue que os carboidratos, eles podem trazer um efeito laxativo e provocar indigestão, inchaço e diarreia em algumas pessoas.

A nutricionista Lynn Greiger explicou que esses sintomas podem aparecer porque os álcoois de açúcar não são absorvidos por completo no trato digestivo. Conforme Greiger esclareceu, os carboidratos não absorvidos desses adoçantes passam para o intestino grosso, local onde são fermentados pelas bactérias do intestino e produzem gases.

Por isso, a recomendação é fazer um teste para saber como o organismo reage a pequenas quantidades de um adoçante da classe dos álcoois de açúcar como o xilitol, antes de incluir o produto diariamente na dieta.

Entretanto, mais importante do que isso é saber que não é todo mundo que concorda que o xilitol é inofensivo para os níveis de açúcar no sangue. Vale lembrar que, de acordo com o que esclareceu a Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan, os carboidratos digestíveis são decompostos na forma de açúcar, que vão parar no sangue.

No mesmo sentido, no site da Mayo Clinic, organização da área de serviços médicos e pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos, é advertido que é necessário tomar cuidado com os álcoois de açúcar como o xilitol porque eles podem aumentar os níveis de açúcar no sangue.

O chamado efeito rebote, no qual uma pessoa acaba consumindo uma quantidade exagerada de uma comida ou bebida não saudável sob a desculpa de que ela é livre de açúcar pois contém adoçantes, pode ser um perigo.

O diabético deve consultar a tabela nutricional para saber qual o teor total de carboidratos de um produto, tendo em mente que as informações ali listadas são referentes a uma única porção e que é fácil consumir mais do que uma única porção de alimentos adoçados com álcoois de açúcar, o que aumentará o total de carboidratos ingeridos.

Segundo a Associação Americana de Diabetes, a contagem de carboidratos
pode funcionar como uma ferramenta útil para o tratamento das pessoas que
sofrem com a diabetes. Essa estratégia é utilizada mais frequentemente pelos
pacientes diabéticos que usam a insulina duas ou mais vezes diariamente e
envolve contar o número de carboidratos em gramas de uma refeição e combinar
essa quantidade com a dose de insulina, acrescentou a organização.

No entanto, não há uma quantidade exata de ingestão diária de
carboidratos que sirva para todo mundo que sofre com a diabetes – isso varia de
pessoa para pessoa, conforme o quadro de cada paciente, e deve ser estabelecido
pelo médico e/ou do nutricionista.

Portanto, se você foi diagnosticado com a diabetes, converse com o médico e/ou com o nutricionista responsável por acompanhar o seu tratamento para saber qual o limite de carboidratos que você pode consumir em cada refeição.

Aproveite a conversa para confirmar com o profissional de saúde se o xilitol é realmente o adoçante mais indicado para o seu caso de diabetes e para aprender como empregá-lo no dia a dia sem prejudicar o controle dos seus níveis de açúcar no sangue.

A orientação do médico e/ou do nutricionista é realmente a melhor forma de saber se o diabético pode usar xilitol ou não.

Fontes:

Você já sabia se diabético pode usar xilitol ou não? Costuma usar esse adoçante em suas receitas? Comente abaixo!

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