Diabetes Descompensada – O Que é, Sintomas, Tratamento e Complicações

Você
sabe o que é diabetes descompensada? Entenda os sintomas, tratamento e
complicações.

Diabetes
descompensada não é algo incomum em pacientes com diabetes.

A
cetoacidose diabética (CAD) e o estado hiperosmolar hiperglicêmico (HHS)
representam dois extremos no espectro da descompensação acentuada do diabetes
mellitus e são os responsáveis por levarem muitos pacientes com diabetes para
os hospitais.

A
cetoacidose diabética (CAD) e a síndrome hiperglicêmica hiperosmolar (SHH) são
complicações com risco de vida que ocorrem em pacientes com diabetes.

Entenda
agora o que é a diabetes descompensada.

O que é diabetes descompensada

A
diabetes é uma doença do sistema endócrino causada pela falta de produção de
insulina no corpo ou diminuição desta atividade no nível fisiológico.

Se
o tratamento for interrompido a diabetes se desenvolve em uma diabetes
descompensada.

Diabetes
descompensada é uma doença na qual os níveis de açúcar no sangue não podem ser
corrigidos por meio de medicamentos, resultando no desenvolvimento de danos graves
nos sistemas e órgãos internos de muitos pacientes.

O
desenvolvimento desses estados críticos requer atenção médica imediata.

Essa descompensação do diabetes leva ao desenvolvimento de complicações agudas
e crônicas.

Sintomas da diabetes descompensada

Identificar
a diabetes descompensada é mais simples do que muitas pessoas acreditam. Em
quase 90% dos casos o paciente sente muita sede e ela vem acompanhada pela boca
seca.

A
pessoa com essa condição pode beber até 2-3 litros de água, mas a sede não
passa. Com o tempo esse sinal clínico pode aumentar ou até mesmo desaparecer.

Outros sintomas da diabetes descompensada são:

  • Coceira suave. Com o aumento dos
    níveis de glicose no sangue a coceira tende a aumentar.
  • Dormência ou formigamento nas pontas dos dedos.
    Ocorre
    porque pequenos vasos são danificados na descompensação da diabetes mellitus,.
  • Micção excessiva. Há casos em que dentro
    de uma hora o paciente precisa urinar de 2 a 3 vezes ou mais. Normalmente esse sintoma
    ocorre devido ao aumento da ingestão de líquidos.

Com
um aumento acentuado dos níveis de açúcar no sangue a gravidade desses sintomas
é muito alta, mas no caso da diabetes tipo 2 descompensada, os sintomas acima
são menos pronunciados.

Além
disso, existem casos em que não há sintomas de diabetes na fase de
descompensação.

Complicações da diabetes descompensada

A
diabetes descompensada leva ao desenvolvimento de complicações agudas e
crônicas.

As
complicações agudas ocorrem rapidamente, geralmente em poucas horas ou até
mesmo minutos e se o paciente não receber ajuda imediatamente, as consequências
de tal estado podem ser graves, incluindo a morte.

As
complicações agudas da diabetes mellitus descompensada referem-se a doenças
como hiperglicemia, cetoacidose, glicosúria e coma diabético.

A
hipoglicemia é caracterizada por uma queda acentuada do nível de açúcar no
sangue em comparação com os que o paciente tinha anteriormente. Essa condição
se desenvolve rapidamente e se manifesta na forma de forme aguda e fraqueza
severa.

A descompensação da diabetes é perigosa devido à possibilidade do aparecimento
e desenvolvimento de choque hipoglicêmico, que depois é transformado em coma.

A
hiperglicemia ocorre como resultado de um aumento acentuado da concentração de
açúcar no sangue e é acompanhado por fraqueza geral e uma rápida perda de peso.
O estado mais perigoso pode causar danos graves nos órgãos e sistemas internos
do paciente.

A
cetoacidose se desenvolve quando o corpo é exposto severamente à ação dos
corpos cetônicos (toxinas) que são formados no corpo como resultado da lipólise
e pode se transformar em coma de cetoacidose que geralmente é fatal.

A
glicosúria é outra complicação da diabetes descompensada que é caracteriza pelo
aparecimento de açúcar na urina que indica um forte aumento do nível de açúcar
no sangue.

O
coma diabético é uma condição grave e com risco de vida. Ele se desenvolve na
presença de tratamento inadequado do diabetes descompensado ou como resultado
da alta demanda de insulina em infecções agudas, trauma, gravidez, estresse,
etc.

Exige
medidas corretivas urgentes destinadas a compensar a presença desta doença.

Complicações crônicas da diabetes descompensada

As
complicações crônicas da diabetes descompensada pode incluir danos aos órgãos e
sistemas do corpo causados pelo aumento prolongado do nível de açúcar que está
contido no sangue – hiperglicemia.

Um
alto nível de açúcar no sangue afeta mais os vasos sanguíneos – artérias,
veias, nervos e olhos.

As complicações graves em caso de diabetes descompensada podem incluir:

  • Nefropatia
    diabética
  • Retinopatia
  • Microangiopatia
  • Aterosclerose
  • Pé diabético
  • Doença coronariana
  • Entre
    outras.

As
consequências de complicações tardias em casos de descompensação do diabetes
mellitus podem ser muito severas, como por exemplo:

  • Insuficiência
    renal
  • Ataque
    cardíaco
  • Cegueira
  • Gangrena
  • Amputação
  • Entre
    outros.

Sendo
assim, o mais importante no tratamento da diabetes descompensada é compensar a
doença evitando que permaneça um alto nível de açúcar no sangue.

Tratamento da diabetes descompensada

Não
existe um método de tratamento definido para o tratamento da diabetes
descompensada pois ela se desenvolve como resultado da não observância de
certas normas e regras.

Para
reduzir o risco de progressão da doença, certas regras devem ser seguidas.

Em
primeiro lugar o paciente precisa manter uma dieta equilibrada. Se um paciente
ingere uma grande quantidade de alimentos ricos em carboidratos o risco de
desenvolver diabetes descompensada aumentada.

O
paciente irá precisar usar uma quantidade estritamente regulada de
carboidratos.

Além
da dieta, é recomendada a prática de exercícios físicos moderados.

Para
evitar o desenvolvimento de descompensação, é necessário verificar o nível de
glicose no sangue de tempos em tempos, tomar medicamentos em tempo hábil e não
substituir medicamentos sintéticos por suplementos alimentares.

Métodos para diagnosticar a diabetes descompensada

Existem
três critérios principais para identificar esta patologia:

  • Nível de
    açúcar na urina;
  • Nível de
    glicose no sangue em jejum e depois de comer;
  • A
    hemoglobina glicada.

Você
também deve prestar atenção especial nos níveis de:

  • Triglicerídeos;
  • Indicador de
    nível de colesterol no sangue;
  • Indicador de
    pressão arterial;
  • Índice de
    massa corporal (IMC).

O
estágio de diabetes descompensada é caracterizada por tais indicadores:

  • O nível de
    açúcar no sangue com o estômago vazio é superior a 7,8 mmol / l (140 mg/dl)
  • Níveis de
    glicose no sangue após comer mais de 10 mmol / l (180 mg/dl)
  • O nível de
    açúcar na urina excede 0,5%.
  • A
    hemoglobina glicosada é superior a 7,5%.
  • O colesterol
    total também é elevado excedendo 6,5-6,6 mmol / l.
  • O nível de
    triglicerídeos aumenta significativamente
  • A pressão
    arterial aumenta acentuadamente em 100% dos casos.
  • O IMC também
    aumenta.

Você
pode controlar os indicadores mais importante em casa, e para isso basta ter um
medidor de glicose no sangue.

Com
ele, você poderá monitorar regularmente os níveis de açúcar no sangue.
Recomenda-se medir com o estômago vazio e de 1,5 a 2 horas após uma refeição.

Você também pode detectar o nível de açúcar e acetona na urina em casa. Para
isso pode usar tiras feitas para isso que podem ser compradas em qualquer
farmácia sem receita médica.

Refeências Adicionais:

Você já sabia o que era diabetes descompensada? Conhece alguém que já passou por isso? Comente abaixo!

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