Conheça a “ronronterapia”: gatos atuam no bem-estar de pacientes

Conheça a “ronronterapia”: gatos atuam no bem-estar de pacientes

Presença de animais traz bem-estar e é considerada uma prática terapêutica

Diversos estudos comprovam que a presença de animais domésticos, como cães e gatos, trazem benefícios reais para as pessoas, incluindo desde redução do estresse melhora na qualidade de vida até mesmo melhora em quadros de hipertensão e depressão.

Nesse sentido, a chamada “ronronterapia” tem ganhado espaço como modalidade terapêutica, especialmente na vida de quem está internado para tratamento da saúde. Para tanto, o gato deve ter um comportamento dócil, obediente e estar com a saúde em dia — algo facilmente atestado em uma clínica ou hospital veterinário.

Hoje você vai conhecer um pouco mais sobre esse tipo de terapia que usa a presença dos felinos domésticos, bem como o que é a chamada terapia assistida por animais (TAA) e quais seus principais benefícios para a saúde e o bem-estar das pessoas.

O que é terapia assistida por animais (TAA)?

Antes de falar da ronronterapia propriamente dita, é interessante conhecer um conceito que lhe antecede. Estamos falando da terapia assistida por animais (TAA) ou pet terapia. Essa prática não é necessariamente nova, mas tem ganhado cada vez mais destaque em razão dos seus benefícios.

Trata-se de uma metodologia que usa a presença de animais, como cães, gatos e até mesmo cavalos, como verdadeiros auxiliares no tratamento de diferentes tipos de doenças. O objetivo final é proporcionar bem estar global — ou seja, físico, mental, social e cognitivo — ao paciente em questão.

Para tanto, é necessário que o animal atenda a alguns pré-requisitos, como ter boa saúde, vacinação e higiene em dia, além de ter um comportamento tranquilo e obediente. Nesse caso, ele será tratado como co-terapeuta e deverá ser devidamente acompanhado por profissionais da saúde.

 

Conhecendo a “ronronterapia”

O ato de ronronar remete à uma forma de comunicação usada pelos gatos. É uma espécie de ronco baixinho soltado pelo felino através da respiração. A ronronterapia tem esse nome por conta desse diferencial próprio dos bichanos ao tentarem estabelecer comunicação conosco e com outros animais.

A proposta desse tipo de terapia, porém, está muito mais ligada a estimular o bem estar dos humanos, especialmente daqueles que estão passando por momentos complexos, como o tratamento de câncer, recuperação hospitalar ou até mesmo para idosos que vivem em asilos e casas de repouso.

Segundo a doutora em Psicologia e especialista na relação do ser humano com o animal, Hannelore Fuchs, “com o gato ronronando no colo, por exemplo, a pessoa desacelera, pois ocorre a mudança de frequência das ondas cerebrais do estado de alerta para o relaxamento”.

Isso faz com que a ronronterapia seja uma alternativa menos agressiva e com resultados perceptíveis. De acordo com um estudo de 2008 da  Universidade de Minnesota (EUA), a presença de um gato em casa pode reduzir em até 30% o risco dos moradores de terem um ataque cardíaco, em razão do maior relaxamento.

A indicação da ronronterapia é bastante ampla, mas, de modo geral, é indicada no tratamento de pacientes com câncer, fibromialgia, problemas neurológicos, síndrome de Down, depressão, ansiedade, problemas motores e ortopédicos, deficiência visual e auditiva, autismo e também para idosos institucionalizados.

Ronronterapia em hospital brasileiro

Não é à toa que a ronronterapia já vem se popularizado, inclusive, aqui no Brasil. Exemplo disso é a presença do gato Bento o Bengal na ala infantil de um hospital de Criciúma, no estado de Santa Catarina. O bichano passeia entre os leitos de várias crianças internadas oferecendo e ganhando muito carinho por onde passa.

O dono do Bento é o veterinário Arthur Petroli, membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFEL) e da American Association of Feline Practitioners (AAFP). É ele que leva o Bento, usando uma coleira peitoral e guia, para ter esse momento único com os pequenos internados.

Os vídeos de Bento viralizaram ao mostrar esse poder único que os animais têm de oferecer afeto gratuitamente, sem pedir nada em troca — algo muito importante, especialmente para ajudar aqueles que estão passando por momentos difíceis.

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