Como os Seus Sentimentos Podem Afetar a Saúde do Seu Coração

Homem triste

Não existe um exame do coração para comprovar isso, mas que atire a primeira pedra quem nunca sofreu de coração partido.

Um clássico momento em
que o sentimento aparece é após o término de um relacionamento amoroso, mas não
é apenas isso que causa um coração partido. Ele também pode aparecer depois da
demissão do emprego, de não passar no vestibular ou Enem, da morte de uma
pessoa querida ou de uma briga com um familiar ou amigo.

Mas você já parou para pensar em como todos esses sentimentos difíceis e negativos podem afetar a saúde do coração?

Bem, sabe-se que fortes emoções negativas como depressão, raiva e medo, que podem ser despertados pelo acontecimento que provocou o coração partido, já foram associadas ao desenvolvimento de doença no coração. No entanto, abaixo vamos conhecer com mais detalhes como isso pode funcionar.

A síndrome do coração partido

Fato é que realmente
existe uma possibilidade de literalmente morrer por conta de um coração
partido. Entretanto, felizmente, isso é extremamente improvável.

Trata-se de uma condição
temporária que recebe o nome de síndrome do coração partido, mas também é
conhecida como cardiomiopatia de Takotsubo, uma referência ao médico japonês
que descobriu a doença. A condição é desenvolvida quando uma situação
extremamente emocional ou traumática desencadeia um surto de hormônios do
estresse.

É raro, mas também é possível que alguns medicamentos como epinefrina, duloxetina, venlafaxina, levotiroxina e estimulantes ilegais ou não prescritos pelo médico provoquem esse surto hormonal. Esses hormônios podem resultar em uma insuficiência cardíaca de curto prazo, que pode ser fatal. A condição também está associada a outras complicações como edema pulmonar, hipotensão (pressão baixa) e interrupção nos batimentos cardíacos.

Ainda não está esclarecido como esses hormônios podem causar danos ao coração ou se algum outro fator pode ser responsável por isso; entretanto, acredita-se que isso possa estar associado a uma constrição temporária de artérias do coração ou que as pessoas que desenvolvem a condição possuam uma diferença na estrutura do seu músculo cardíaco.

Além disso, outra
probabilidade é que a condição seja provocada por espamos em uma artéria,
apontou o cardiologista Marc Gillinov. Na maioria dos casos, quando os espamos
relaxam e o fluxo sanguíneo é retomado, a insuficiência cardíaca é solucionada.
No entanto, se a insuficiência cardíaca não for resolvida, poderá ocorrer o
falecimento. Porém, isso ocorre em circunstâncias extremamente raras.

Dor no peito e
dificuldade para respirar são os sintomas comuns da síndrome do coração partido
e quem desenvolve o problema pode suspeitar que está sofrendo um ataque no
coração. De acordo com o cardiologista, a diferença é que um ataque cardíaco é
provocado pela presença de um coágulo sanguíneo nas artérias.

Por sua vez, a síndrome
do coração partido atinge somente parte do coração e prejudica temporariamente
o seu bombeamento normal, enquanto a parte não afetada pela síndrome pode
continuar a funcionar normalmente ou ter contrações mais fortes.

Como os sintomas da
síndrome do coração partido podem ser parecidos com os de um ataque cardíaco,
ao experimentar dor no peito, batimento cardíaco muito rápido ou irregular e
dificuldade para respirar depois de um acontecimento estressante ou traumático
é fundamental procurar o atendimento médico de emergência para saber qual é o problema
e receber o tratamento apropriado.

Mulheres, pessoas com mais de 50 anos de idade, pessoas com histórico de problemas neurológicos como lesão na cabeça ou epilepsia e pacientes que já sofreram ou sofrem com um distúrbio psicológico como ansiedade ou depressão fazem parte do grupo de pessoas com mais chance de desenvolver a síndrome do coração partido – aproveite para conhecer os sintomas da ansiedade.

A relação entre a depressão e as doenças no coração

Enquanto as pessoas que sofrem com a depressão apresentam maiores chances de desenvolver doença no coração, os pacientes que têm doença no coração também possuem risco de ter depressão.

Essa associação entre as
duas condições é forte ao ponto dos pacientes com depressão precisarem ser
avaliados em relação à saúde do coração e das pessoas que sofrem com problemas
cardíacos precisarem ser avaliados em relação às suas chances de ter depressão.
Da mesma forma, tratar uma das condições diminui os riscos de que a outra seja
desenvolvida.

Um ferramenta em comum
que pode ser útil para ambos os casos são os exercícios físicos: para os
pacientes com problemas no coração, os exercícios de reabilitação cardíaca
podem contribuir com o bem-estar emocional e prevenir a depressão, ao passo que
as pessoas diagnosticadas com depressão podem diminuir os seus riscos de ter um
ataque cardíaco e beneficiar a saúde do sistema cardiovascular ao praticar
atividades físicas.

Se ter depressão já é
ruim, desenvolver uma doença cardiovascular junto dela é pior ainda. E olha que a relação da saúde do
coração com outros aspectos da saúde não se encerra por aí: acredita-se que cuidar da saúde do coração também
protege o cérebro contra o envelhecimento
.

O perigo da raiva, do medo e de outras emoções negativas: tudo começa com a pressão alta

De acordo com o cardiologista Marc Gillinov, as emoções negativas podem fazer com que a pressão arterial fique elevada, aumentar a reatividade vascular e a probabilidade de desenvolver coágulos sanguíneos.

O especialista ressaltou que é por esse motivo que as emoções estressantes podem estimular um ataque cardíaco em pessoas que são vulneráveis ao problema. Isso sem contar que há uma relação entre o estresse e a pressão arterial.

Por outro lado, as emoções positivas podem auxiliar os pacientes que sofrem com a doença no coração a viver mais. Além disso, acredita-se que as pessoas com laços sociais fortes e laços emocionais íntimos com outros têm menos doenças no coração e apresentam uma tendência de passar melhor pela condição caso cheguem a desenvolver uma doença cardíaca.

A mensagem que fica é a de se esforçar para cuidar não somente da saúde física, mas também para manter a saúde emocional nos eixos e tentar se afastar das emoções negativas.

Sabemos que nem sempre é possível mantê-las completamente longe, uma vez que não podemos controlar os acontecimentos ruins que as causam. Entretanto, é possível procurar ajuda de um psicólogo para aprender a lidar com eles e a não passar mais tempo que o necessário remoendo coisas que aconteceram no passado e as emoções negativas que essas lembranças carregam.

Por exemplo, no período que vivemos atualmente, é muito importante saber como preservar a sua saúde mental durante a quarentena do Covid-19.

As informações são do centro médico acadêmico americano Cleveland Clinic e da Mayo Clinic, organização da área de serviços médicos e pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos.

Fontes e Referências adicionais:

Você já sabia como seus sentimentos podem afetar a saúde do seu coração? O que isso pode mudar na sua vida? Comente abaixo!

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