Ciprofibrato Emagrece Mesmo?

Ciprofibrato

Confira se é verdade que o remédio ciprofibrato emagrece, para que serve esse medicamento originalmente e em quanto tempo ocorrem os efeitos.

O uso de medicamentos para emagrecer é sempre um assunto polêmico. E não é para menos: muitos deles envolvem efeitos colaterais fortes, o que levanta a discussão se realmente é uma boa ideia utilizá-los. Sem contar que muitos deles nem servem originalmente para esse propósito.

Por isso, vamos falar a respeito do Ciprofibrato, um remédio que algumas pessoas questionam se ajuda a perder peso. Vamos investigar se Ciprofibrato emagrece mesmo e se não existe algum tipo de risco associado à sua utilização com este intuito.

Será que os perigos de tomar remédios para emagrecer se aplicam a este medicamento? Ou a indicação original de Ciprofibrato também inclui o auxílio à diminuição do peso corporal?

Para que serve o Ciprofibrato originalmente?

A bula de Ciprofibrato da Eurofarma,
disponibilizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informa
que o remédio pode ser indicado ao lado de outras intervenções como a prática
de exercícios físicos e a diminuição de peso para os seguintes casos:

O medicamento é de uso oral e adulto e pode ser
encontrado na forma de comprimidos de 100 mg, completa a bula.

E então, será que Ciprofibrato emagrece mesmo? Em quanto tempo isso ocorre?

Não dá para afirmar que Ciprofibrato serve para emagrecer, uma vez que a sua bula esclarece que a indicação do medicamento é para auxiliar o tratamento de níveis elevados de gorduras no sangue como o colesterol e os triglicerídeos, mas não cita a perda de peso como uma utilidade do remédio.

Além disso, o medicamento também não menciona a diminuição do peso ou a redução do apetite (uma reação que favorece o emagrecimento) como possíveis efeitos colaterais do remédio. Portanto, não há base que sustente que o Ciprofibrato emagrece.

O Ciprofibrato não é uma medicação com uso aprovado para emagrecimento. Sua indicação recai a casos específicos de dislipidemia (elevação do triglicerídeo). Consulte o médico de sua confiança e não faça automedicação, pois ela poderá ser prejudicial para você.

Esses remédios também não devem ser usados sem a orientação médica. No caso de Ciprofibrato, a sua comercialização exige a apresentação da receita médica branca comum.

Os fibratos, de uma forma geral, têm indicação bem restrita para seu uso e são associados a diversos efeitos colaterais (alguns potencialmente graves) e interações com vários outros medicamentos que o paciente pode estar utilizando. Procure um médico e não se exponha a riscos desnecessários.

Mas e se você conhece alguém que usou Ciprofibrato e emagreceu?

Como vimos acima, o remédio é usado ao lado de outras estratégias de tratamento como a prática de exercícios físicos e a diminuição do peso para lidar com as elevações de gorduras como colesterol e triglicerídeos no sangue.

Portanto, é bem possível que a pessoa tenha emagrecido por conta dessas outras intervenções e não pelo uso do medicamento em si. Até porque a bula do Ciprofibrato explica que a sua ação consiste na promoção da diminuição do colesterol e triglicerídeos no sangue e do aumento do colesterol bom (HDL), servindo como um complemento da dieta no controle das taxas elevadas de colesterol ruim (LDL e VLDL), mas não afirma que ele reduz algum tipo de gordura em outra região do corpo.

Com isso, se você deseja e/ou necessita
emagrecer, o melhor mesmo é que procure seguir uma alimentação equilibrada,
nutritiva, controlada e saudável e alie essa dieta à prática regular de
atividades físicas. No entanto, faça isso tudo sob o acompanhamento de um
nutricionista e de um educador físico, para garantir que processo seja seguro e
eficiente.

Os efeitos colaterais de Ciprofibrato

A bula do medicamento informa que ele pode
provocar os seguintes efeitos colaterais:

Reações comuns – ocorrem entre 1% a 10% dos pacientes

  • Rash (erupções cutâneas);
  • Alopecia (perda de cabelos ou pelos);
  • Mialgia (dor muscular);
  • Dor de cabeça;
  • Vertigem;
  • Tontura;
  • Sonolência;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Dispepsia (indigestão);
  • Dor abdominal;
  • Fadiga (cansaço);

Reações de frequência não conhecida

  • Urticária (lesão com manchas ou placas vermelhas com coceira na pele);
  • Coceira;
  • Sensibilidade a luz;
  • Eczema (inflamação que deixa a pele vermelha, escamosa e, algumas vezes, com rachaduras ou pequenas bolhas);
  • Miopatia (doença muscular);
  • Miosite (doença inflamatória do músculo);
  • Rabdomiólise (destruição das células musculares);
  • Anormalidades nos testes de função do fígado;
  • Colestase (redução do fluxo biliar);
  • Citólise (quebra de células);
  • Colelitíase (formação de cálculos biliares);
  • Pneumonite (inflamação nos pulmões);
  • Fibrose pulmonar (formação de tecido fibroso nos pulmões);
  • Disfunção erétil.

O aparecimento de reações adversas como as
mencionadas acima ou de qualquer outra natureza durante o tratamento com o
remédio deve ser informado ao médico, mesmo que não aparente se tratar de um
efeito colateral tão grave assim.

Isso é importante para verificar a real
seriedade do sintoma em questão, receber o tratamento que for necessário e
saber se deve continuar o tratamento com Ciprofibrato ou não.

Contraindicações e cuidados com Ciprofibrato

O medicamento é contraindicado para os seguintes
casos:

  • Insuficiência hepática severa;
  • Insuficiência renal severa;
  • Deficiência de lactase;
  • Galactosemia (incapacidade de transformar o açúcar galactose em glicose);
  • Síndrome de má absorção de glicose e galactose.
  • Gravidez;
  • Amamentação;
  • Crianças;
  • Alergia ao ciprofibrato ou a qualquer componente da formulação do remédio;
  • Em associação a outros fibratos (por exemplo: clorfibrato, bezafibrato, genfibrozila e fenofibrato).

A ocorrência de dor muscular, desconforto ou
fraqueza muscular durante o tratamento com Ciprofibrato precisa ser rapidamente
informada ao médico, que deverá avaliar os níveis de creatinofosfoquinase (CPK)
no sangue para checar se o uso do medicamento precisa ser descontinuado.

Antes de iniciar o tratamento com o remédio, o
paciente tem que relatar ao médico caso sofra com o hipotireoidismo (baixa produção de
hormônios na tireoide)
, pois as pessoas com a condição podem apresentar dislipidemia
secundária (níveis anormais de gorduras no sangue, causados por outras doenças)
e o distúrbio precisa ser diagnosticado e corrigido antes de começar o
tratamento com medicamentos.

Como se não bastasse, o hipotireoidismo pode ser
um dos fatores de risco para a miopatia, uma doença muscular que é um dos
possíveis efeitos colaterais de Ciprofibrato.

O uso do medicamento também exige cautela e
monitoramento dos pacientes que sofrem com insuficiência do fígado,
insuficiência dos rins e alguma situação de hipoalbuminemia (diminuição da
albumina no sangue), como a síndrome nefrótica (alteração do funcionamento do
rim que leva à perda de proteínas através da urina).

Ao receber a recomendação médica para usar o
remédio, antes de iniciar o tratamento em si, o paciente precisa listar ao
médico todos os outros medicamentos, suplementos e plantas que já utilize para
que o profissional verifique se não pode fazer mal administrar Ciprofibrato ao
mesmo tempo em que a substância em questão.

Atenção: este artigo serve unicamente para informar e jamais pode
substituir a leitura completa da bula e a consulta ao médico que devem ser
feitas antes de iniciar o uso de qualquer medicamento, inclusive Ciprofibrato.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar que Ciprofibrato emagrece? Conhece alguém que tenha tomado e afirme isso? Comente abaixo!

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