Barriga Grande Mas Não É Gordo? Por Que Isso Pode Acontecer e 5 Dicas Para Melhorar

Barrigudo

O que determina se uma pessoa é gorda? É o fato dela estar acima do peso e apresentar um Índice de Massa Corporal (IMC) entre 25 e 29,9 – categoria do sobrepeso – ou a partir de 30 – que já entra na categoria da obesidade? Ou é o tamanho da barriga de alguém que define se essa pessoa é gorda ou não?

Existem pessoas que apesar de não estarem necessariamente acima do peso e terem pernas e braços finos, apresentam uma barriga protuberante, distendida e inchada, com uma circunferência abdominal desproporcional. Ao tocar nessa barriga, percebe-se até que ela é dura.

Mas por que será que a barriga pode
ficar desse jeito? Na maioria dos casos, isso pode estar associado a um mau
funcionamento do fígado, o que pode ocorrer em decorrência de hábitos que fazem mal ao fígado. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas de problemas no fígado.

Entretanto, na maioria dos casos existem situações em que o problema não é o fígado – a única forma de confirmar a causa exata do problema é procurar o auxílio médico.

Por que os problemas no fígado podem deixar a barriga grande?

Problemas como fígado inchado, gordura no fígado ou inflamação no fígado provocam um mau funcionamento do órgão. Em alguns casos, as células do fígado são substituídas por células de cicatrização que não são capazes de cumprir o papel do órgão.

Resultado: ocorre o extravasamento de alguns fluídos para a cavidade abdominal, o que faz com que a região fique distendida. Como não é necessariamente a gordura que foi acumulada ali, mas sim o vazamento de líquidos do organismo, a barriga ganha um aspecto duro.

O que fazer para melhorar a saúde do fígado e evitar essa barriga grande e dura?

Como foi ressaltado, para quem já desenvolveu uma barriga protuberante, distendida e dura, o melhor a se fazer é procurar o auxílio médico para verificar se desenvolveu um problema no fígado, saber exatamente qual é o quadro e qual tratamento deve ser seguido para sanar ou controlar o problema.

Se o problema não for hepático, o médico poderá identificá-lo e recomendar como tratar a condição em questão.

Além disso, existem algumas estratégias
que ajudam a melhorar a saúde do fígado e a evitar que se chegue a esse ponto:

1. Não consumir bebidas alcoólicas

Sim, até mesmo a cervejinha e o vinho
prejudicam o funcionamento do fígado. Por isso, especialmente para quem já tem
alguma suspeita ou confirmação de problema de saúde relacionado ao fígado, a
recomendação é se abster do álcool.

Como o álcool não pode ser armazenado pelo organismo, da mesma forma que acontece com os carboidratos, as proteínas e as gorduras, ao ser ingerido ele passa na frente das outras substâncias para ser metabolizado.

O corpo precisa focar-se nele, o que obriga o organismo a deixar os outros processos de lado, e o fígado é justamente o órgão responsável pelo processo de desintoxicação e por remover o álcool do sangue. Portanto, um consumo excessivo de álcool sobrecarrega o fígado.

É por meio de um processo chamado de
oxidação que o fígado remove o álcool do sangue. Quando esse processo é
finalizado, o álcool ganha a forma de água e dióxido de carbono. Por outro
lado, como a substância tóxica que é, se ficasse acumulado no organismo, o
álcool poderia destruir células e, eventualmente, órgãos – é justamente isso
que o metabolismo oxidativo impede que aconteça.

No entanto, quando é ingerida uma quantidade muita alta de álcool para o fígado processar em tempo hábil, o metabolismo oxidativo do álcool gera moléculas que inibem a oxidação de gorduras, o que pode resultar no desenvolvimento de fígado gorduroso.

O fígado gorduroso é o estágio inicial
da doença hepática alcoólica, ao passo que a ingestão contínua de bebida
alcoólica pode provocar a fibrose hepática (formação anormal de tecido
cicatricial no fígado) e a cirrose (lesão hepática crônica).

Enquanto o fígado gorduroso pode ser revertido com a abstenção completa de álcool, a cirrose é irreversível e pode resultar em uma insuficiência hepática, mesmo que o paciente abandone as bebidas alcoólicas.

Além disso, o abuso de bebidas
alcoólicas pode resultar no crescimento de bactérias no intestino.
Eventualmente, essas bactérias podem migrar para o fígado e gerar uma lesão
hepática. Isso sem contar que consumir muito álcool está associado ao
desenvolvimento de câncer no fígado.

2. Diminuir a quantidade de carboidratos refinados da dieta

O grupo dos carboidratos refinados é composto pelo pão branco, macarrão branco, batata branca, itens de padaria e confeitaria como doces e sobremesas e açúcar de maneira geral

Eles estão associados a uma produção elevada de insulina – ao ter tanto hormônio no organismo, poderá ser desenvolvida uma resistência periférica a essa insulina e uma síndrome metabólica, que pode resultar no acúmulo de gordura no fígado. Trata-se da doença hepática gordurosa não alcoólica.

Isso não significa necessariamente adotar uma dieta low carb, mas sim escolher carboidratos mais saudáveis e de absorção mais lenta para as refeições, como das frutas de baixo índice glicêmico, dos legumes, das verduras, de leguminosas como grão-de-bico, feijão, ervilha e lentilha e dos grãos integrais.

3. Controlar a ingestão de proteínas

As proteínas são importantíssimas para
o organismo, entretanto, é necessário tomar cuidado para não exagerar no
consumo do nutriente porque o excesso de proteínas também precisa ser metabolizado pelo fígado, o que pode
sobrecarregar o órgão.

A ideia não é consumir uma dieta pobre
em proteínas, mas sim ingerir a quantidade necessária do nutriente. Consulte o
nutricionista para saber exatamente quantos gramas de proteínas você deve
ingerir diariamente, de modo que não fique com falta do nutriente, mas também
não tenha um excesso que prejudique o seu fígado. Esse valor recomendado pode
variar de pessoa para pessoa.

4. Ser consciente em relação às gorduras

Quem tem fígado gorduroso não pode ingerir gorduras? Na realidade, o principal cuidado em termos de dieta para controlar o problema é evitar os carboidratos de alto índice glicêmico, como já explicado no segundo tópica desta lista.

Por outro lado, as gorduras saudáveis – gorduras monoinsaturadas, gorduras polinsaturadas e ômega-3
encontrados no abacate, na linhaça, na chia, nas nozes e nos peixes gordos de
águas profundas, por exemplo – podem ser consumidas pelas pessoas que sofrem
com o fígado gorduroso, dentro das suas necessidades diárias, logicamente. Já
as gorduras ruins devem ser evitadas por qualquer pessoa, independente de ter
problemas no fígado ou não.

5. Ter consistência e paciência

É importante ter em mente que a dieta voltada para melhorar a saúde do fígado não vai dar resultados de uma hora para a outra, em poucas semanas. Da mesma forma que a barriga protuberante levou um bom tempo para ser desenvolvida, para recuperar-se do problema também vai demorar certo tempo – o período exato varia de pessoa para pessoa.

Por isso é necessário ter paciência e consistência com esse novo padrão de alimentação, mantendo-se firme a ele e evitando cair na tentação de consumir aquilo que não vai ser bom para o fígado. Para conhecer detalhadamente o padrão de dieta em prol da saúde do fígado ideal para o seu caso, procure a orientação de um nutricionista.

Vídeo:

Gostou das dicas?

Fontes e Referências Adicionais:

Você conhece alguém que tem barriga grande mas não é gordo? Você mesmo é assim? Está preocupado com a saúde do fígado agora? Comente abaixo!

Note: There is a rating embedded within this post, please visit this post to rate it.

O conteúdo Barriga Grande Mas Não É Gordo? Por Que Isso Pode Acontecer e 5 Dicas Para Melhorar Aparece primeiro em Mundo Boa Forma