Alergia a Dipirona – Sintomas e Como Tratar

Dipirona

Alergia a dipirona: veja quais são os sintomas que podem ser apresentados, como tratar e entenda se a alergia a dipirona tem cura.

A dipirona, que também é conhecida como metamizol, pode ser usada para dores de diferentes origens. Trata-se de um analgésico e antipirético para administração oral ou parentérica, ou seja, para administração endovenosa (dentro da veia) através da via periférica ou central.

Seu mecanismo de ação está diretamente relacionado à inibição da sinalização do TRPA1, que desempenha um papel importante na transmissão da dor.

No entanto, o uso clínico da dipirona está associado a vários efeitos adversos, como anemia aplástica, toxicidade, agranulocitose, anafilaxia, necrólise epidérmica, insuficiência renal, sangramento do trato gastrointestinal superior, indução de ataques agudos de porfiria, entre outros.

Além de vários outros efeitos colaterais, o Sistema de Ligação de Registros de Morbidade Pharmaco na Holanda relatou óbitos por anafilaxia devido a reações alérgicas do tipo I.

A segurança da dipirona tem sido objeto de inúmeros debates, estudos e pesquisas, porém são poucas as reações alérgicas graves conhecidas, que segundo pesquisa, podem ocorrer com uma incidência estimada de 1 em 5.000 administrações parenterais.

Sintomas da alergia a dipirona

Segundo um artigo publicado no Colombian Journal of Anesthesiology a incidência de reações anafiláticas, ou seja, reações alérgicas, foi estimada em aproximadamente 1 em 5.000 administrações parenterais de dipirona.

Essas reações podem se desenvolver imediatamente ou horas depois, independente da dose que a pessoa tomou.

Casos raros ocorreram sem antecedentes de reações adversas e um estudo demonstrou um risco relativamente baixo de reações anafiláticas graves intra-hospitalares – semelhantes às do acetaminofeno – associadas à dipirona.

No entanto, relatos descrevem reações alérgicas graves, algumas com resultados fatais.

O mecanismo de produção desse distúrbio grave a partir da dipirona pode ser devido a uma reação anafilática mediada por anticorpos IgE ou uma reação anafilactóide mediada pela liberação de histamina de maneira inespecífica.

Anafilaxia

A anafilaxia é uma reação alérgica com efeitos multissistêmicos, ou seja, que afetam todos os sintomas do corpo. Casos graves podem resultar em bloqueio completo do trato respiratório e colapso cardiovascular devido a choque vasogênico.

A anafilaxia é responsável por um número considerável de mortes consideradas potencialmente evitáveis e os primeiros sintomas geralmente são inespecíficos: taquicardia, eritema, urticária, prurido disseminado ou localizado e uma sensação de morte iminente.

Comprometimento respiratório

Há comprometimento do trato respiratório, com rinite ou tosse.

À medida que o comprometimento respiratório se torna mais grave, o edema das vias aéreas superiores pode causar estridor e, nas vias aéreas inferiores pode causar chiado no peito.

Colapso cardiovascular

O colapso cardiovascular é comum na anafilaxia grave e se não for corrigido rapidamente, a vasodilatação e o aumento da permeabilidade capilar causam uma diminuição da pré-carga e hipovolemia relativa que pode levar rapidamente à parada cardíaca.

Isquemia miocárdica, infarto agudo do miocárdio, arritmias e depressão cardiovascular podem contribuir para a rápida deterioração hemodinâmica e parada cardíaca.

Além disso, a disfunção cardíaca pode ser o resultado de uma doença subjacente, e vale a pena considerar sepse ou o desenvolvimento de isquemia do miocárdio devido à hipotensão ou o aparecimento coincidente de uma síndrome coronariana aguda devido a vasoespasmo secundário a reação alérgica (síndrome de Kounis).

Assim como o choque cardiogênico, é extremamente pouco frequente, pois geralmente se apresenta como angina instável.

Como tratar

Segundo especialistas, dadas as evidências limitadas, o manejo da parada cardíaca secundária à anafilaxia deve ser tratado de acordo com as diretrizes padrão de ressuscitação em vigor, acompanhadas com o tratamento para anafilaxia.

É essencial iniciar imediatamente a ressuscitação cardiopulmonar e não atrasar o manejo avançado das vias aéreas dado o rápido desenvolvimento de edema orofaríngeo ou laríngeo.

O uso simultâneo de anti-histamínicos, β2-agonistas e corticosteróides sistêmicos por via intravenosa tem sido bem-sucedido no tratamento desses pacientes.

Por isso, no caso de anafilaxia é muito importante ir até a emergência de um hospital imediatamente.

Outros sintomas

Segundo um artigo publicado no Hospital Pharmacoly International Multidisciplinary Journal, outros sintomas da alergia a dipirona são urticária ou angioedema.

Os efeitos adversos cutâneos mais graves, com risco de vida, são Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell).

A síndrome de Stevens-Johnson é um distúrbio grave e raro da pele e das mucosas. Geralmente é uma reação à medicação que começa com sintomas semelhantes aos da gripe, seguida por uma erupção dolorosa que se espalha e causa bolhas.

A síndrome de Stevens-Johnson é uma emergência médica que geralmente requer hospitalização.

Já a síndrome de Lyell ou necrólise epidérmica tóxica, é uma doença mucocutânea rara e potencialmente fatal, geralmente provocada pela administração de um medicamento e caracterizada por necrose aguda da epiderme.

De acordo com os pesquisadores, o croncoespasmo também foi descrito após a administração de metamizol – dipirona.

Reações alérgicas a dipirona podem até provocar ataque de asma, também.

Alergia a dipirona tem cura?

A alergia a dipirona, assim como outras, não tem cura, porém você pode tratar e controlar os seus sintomas.

Você precisará evitar a exposição a dipirona e sempre avisar o seu médico para que ele não prescreve remédios que contêm dipirona.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar da alergia a dipirona? Conhece alguém que tenha ou você mesmo já apresentou sintomas? Comente abaixo!

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