5 Malefícios do Celular Comprovados pela Ciência

Você provavelmente já deve ter ouvido falar dos malefícios do celular para a saúde, ou que isso não é verdade. Entenda de uma vez o que a ciência fala sobre esses aparelhos e como isso afeta a sua saúde.

Alguma vez você já parou para ler o
manual do seu telefone celular? Todos eles dizem para você não segurar o
aparelho próximo ao ouvido, mas você faz isso?

Existem preocupações tanto da área
científica como da mídia a respeito de que o uso do telefone celular está
ligado a doenças.

Os Centros de Controle e Prevenção
de Doenças (CDC) pediram cautela no uso do telefone celular por causa da
“questão não resolvida do câncer”, porém eles removeram essa declaração
rapidamente do site.

Críticos assumem que isso ocorreu
por causa da pressão política das empresas de telefonia celular e atualmente o
CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) diz que são necessárias mais pesquisas sobre este assunto
uma vez que “não há evidências científicas que forneçam uma resposta
definitiva” mas será que isso é verdade?

Veja agora quais são os 5 Malefícios
do Celular Comprovados pela Ciência.

1. Radiação do celular danifica DNA

De
acordo com um estudo de laboratório realizado na Europa, a radiação dos
telefones celulares prejudica o DNA das células humanas.

Embora
os pesquisadores enfatizem que são necessários estudos mais extensos sobre este
assunto, eles recomendam que os usuários desses aparelhos sejam cautelosos.

O
estudo intitulado de REFLEX foi um projeto de quatro anos realizado por doze
grupos de pesquisas em sete países europeus. “Encontramos um mecanismo que pode
causar doenças crônicas”, concluiu o líder do estudo Franz Adlkofer da Verun –
organização de pesquisa sediada em Munique, Alemanha.

A
equipe descobriu que níveis de radiação equivalentes aos do celular provocam
quebras em cadeias individuais de DNA em uma variedade de células humanas.
Esses tipos de danos têm sido associados ao câncer.

O
nível de lesão aumentou com a intensidade da radiação e o tempo de exposição.

Os
pesquisadores também viram indícios mas não evidências conclusivas de outras
alterações celulares, incluindo danos aos cromossomos, alterações na atividade
de certos genes e um aumento na taxa de divisão celular.

Dúvida indiscutível

Os
efeitos prejudiciais ocorreram quando as células foram expostas a radiação
eletromagnéticas de intensidades entre 0,3 e 2 watts por quilograma.

Esses
valores se sobrepõe ao nível de radiação normalmente emitida pelos celulares
que fica em torno de 0,2 a 1 watt por quilograma.

Adlkofer
reconhece que o trabalho, bem como estudos anteriores que mostram danos
causados pela radiação do telefone celular, provavelmente será criticado, mas
ele diz:

“Vi
experimentos realizados 100 vezes em vários laboratórios. Para mim não há
dúvidas de que causa danos ao DNA sob certas condições”.

Adlkofer
diz que outros grupos de pesquisa podem ter perdido alguns resultados de danos
equivalentes em seus estudos porque expuseram as células à radiação por um
período muito curto ou usaram tipos de células de laboratório resistentes a
danos.

Com
base nesses dados, Aldkofer diz que são necessários estudos mais extensos para
testar se a radiação do telefone celular danifica o DNA das pessoas e se está
relacionada à doença.

Ele
diz: “Peço à indústria e ao governo que avancem nisso o mais rápido possível”.

2. Telefone celular pode causar risco de câncer

Pesquisadores
realizaram vários tipos de estudos epidemiológicos em humanos para investigar a
possibilidade de uma relação entre o uso de telefones celulares e o risco de
tumores cerebrais malignos (cancerígenos), como gliomas bem como os benignos
(não cancerígenos) como por exemplo:

  • Neuroma acústico (tumores nas
    células do nervo responsável pela audição também conhecido como schwannomas
    vestibulares).
  • Meningiomas (geralmente tumores
    benignos nas membranas que cobrem e protegem o cérebro e a medula espinhal).
  • Tumores da glândula parótida
    (tumores nas glândulas salivares).

Em
um tipo de estudo chamado estudo de controle de caso, o uso do telefone celular
é comparado entre pessoas com esses tipos de tumores e pessoas sem eles.

Em um
tipo de estudo chamado estudo de coorte, um grande grupo de pessoas que não tinham
câncer no começo do estudo foi acompanhado ao longo do tempo e a taxa desses
tumores em pessoas que usaram e não usaram telefones celulares é comparada.

Os
dados de incidência de câncer também podem ser analisados ao longo do tempo
para verificar se as taxas de tumores cerebrais mudaram em grandes populações
durante o período em que o uso do celular aumentou dramaticamente.

Esses
estudos não mostraram evidências claras de uma relação entre o uso de telefones
celulares e o câncer, no entanto os pesquisadores relataram algumas associações
estatisticamente significativas para certos subgrupos de pessoas.

O que as associações dizem a
respeito do risco de câncer causado pelo uso do celular

Em
2011, a Agência Internacional de Pesquisa sobre Isenção de Existência de Câncer
(IARC), componente da OMS – Organização Mundial da Saúde, nomeou um grupo de
trabalho especializado para revisar todas as evidências disponíveis sobre o uso
de telefones celulares.

Como
resultado, esse grupo de trabalho classificou o uso do celular como
“possivelmente carcinogênico para humanos”, com base em evidências limitadas de
estudos em humanos, evidências limitadas em estudos de radiação por
radiofrequência e câncer em roedores e evidências inconsistentes em estudos de
mecanismos.

O Termo
de Isenção da Sociedade Americana de Câncer declarou que a classificação da
IARC significa que poderia haver algum risco de câncer associado à radiação por
radiofrequência, porém mais pesquisas são necessárias.

Em
2018, a mesma associação emitiu uma declaração sobre os relatórios preliminares
indicando que as descobertas ainda eram inconclusivas e que até o momento não
havia sido visto um maior risco de câncer nas pessoas, mas que as que
estivessem preocupadas deveriam usar fone de ouvido ao falar usando o aparelho.

O
grande problema, é que o uso frequente do telefone celular é um fenômeno
relativamente recente, e como o câncer leva geralmente de 10 a 20 anos para se
desenvolver, serão necessários anos para que as pesquisas concluam se esses
aparelhos causam ou não câncer.

Além
do que, os riscos a longo prazo do uso dos celulares podem ser muito maiores
para crianças do que para os adultos.

3. Efeitos neurológicos

Os
efeitos neurológicos também estão entre os malefícios do celular já que
pesquisas descobriram evidências de que o uso desse aparelho pode alterar as
ondas cerebrais.

Um
outro estudo mais recente que foi publicado em 2018 encontrou um vínculo entre
o uso de telefones celulares e os efeitos adversos na retenção de memória dos
jovens.

Pesquisadores
suíços estudaram 700 adolescentes com idades entre 12 e 17 anos rastreando os
seus hábitos telefônicos e fazendo com que eles concluíssem testes de memórias.

Ao
longo de um ano, os participantes tiveram que preencher um questionário sobre
seus hábitos de telefonia celular além de responder perguntas sobre sua saúde
física e psicológica e completaram uma série de testes cognitivos
computadorizados.

Este
estudo que foi publicado na Environmental
Health Perspectives
descobriu que um ano de exposição (chamadas
telefônicas) à radiação do celular pode ter um efeito negativo no
desenvolvimento do desempenho da memória em regiões específicas do cérebro em adolescentes.

“Basicamente,
o que vimos foi quanto maior a absorção de radiação (pelo cérebro), maior a
probabilidade de o desenvolvimento da memória em um ano não ser tão bom quanto
aqueles que não absorviam tanto”, disse Röösli.

Os
pesquisadores também enfatizaram que mais pesquisas precisam ser feitas para
descartar fatores como por exemplo, a puberdade, que podem afetar o uso e a
cognição do telefone celular.

4. Efeito do celular na fertilidade masculina e qualidade do esperma

É
impossível imaginar um homem moderno que não usa aparelhos celulares, porém o
efeito da radiação do celular na fertilidade masculina é objeto de interesse e
pesquisas.

Um
estudo realizado na Ucrânia pesquisou a influência direta in vitro da radiação
do celular na fragmentação do DNA espermático e nos parâmetros de motilidade em
indivíduos saudáveis com normozooespermia.

Como
conclusão eles disseram que a exposição prolongada do sêmen ao telefone celular
leva a uma diminuição significativa no número de espermatozoides com movimento
progressivo e a um aumento naqueles com movimentos não progressivos.

A exposição direta prolongada ao telefone celular pode causar a fragmentação do DNA espermático e é recomendado para os homens que se preparam para a paternidade, especialmente aqueles com problemas de fertilidade evitar deixar o celular no bolso da calça por longos períodos.

5. Vício em celular

Um
vício é um tipo de hábito descontrolado e insalubre, e que “certas pessoas
podem ser viciadas em comportamentos” segundo James Rooberts, professor de
marketing na Universidade Baylor em Waco, Texas e principal autor do estudo
publicado no Journal of Behavioral
Addictions.

Segundo
o especialista, alguns usuários de telefones celulares apresentam os mesmos
sintomas de uma pessoa drogada, e usam o aparelho para melhorar o humor.


para outras pessoas, perder um celular ou ficar sem bateria pode causar
ansiedade ou pânico, como se estivem sofrendo com a abstinência de uma droga.

O
uso excessivo do celular pode interferir nas atividades normais ou causar
conflitos com a família e outras pessoas, acrescenta James. E mesmo com todos
esses problemas sociais, elas podem ser incapazes de parar por contra própria.

Celular e ansiedade

Em
novembro de 2017 o MIT – Instituto de Tecnologia de Massachussets publicou um
experimento onde professores de duas escolas de negócios na Itália e na França
fizeram com que seus alunos não usassem seus smartphones por um dia como uma
exigência do curso.

A
maioria dos estudantes sentiu algum grau de ansiedade. Eles não sabiam o que
fazer com o seu tempo extra.

Eles
também observaram com que frequência as pessoas que tinham os aparelhos os
checavam, e um aluno apontou que seu amigo checou seu celular quatro vezes em
um período de 10 minutos, e que era provavelmente como eles se comportavam em
um dia típico.

Um
estudo anterior nos EUA também fez com que os jovens parassem de usar seus
celulares e descobriu que eles tinham desempenho pior em tarefas mentais quando
estavam em “abstinência” e sentiam sintomas fisiológicos, como aumento da
frequência cardíaca e da pressão arterial além de uma sensação de perda.

A
realidade é que especialmente no caso de pessoas mais jovens, o uso do celular
pode ser um grande problema. Um estudo analisou o aumento da depressão do
suicídio em adolescentes nos últimos anos.

Vício em celular e suicídio

O
CDC – Centro de Controle de Doenças observou um aumento nas taxas de ambos ao
longo dos anos de 2010 e 2015 e descobriram que as meninas estavam
particularmente em risco: a taxa de suicídio aumentou 65% nesses cinco anos e o
número de meninas com depressão severa aumento 58%.

Embora
seja apenas uma correlação, a equipe encontrou uma relação estreita entre
problemas de saúde mental e o aumento nas atividades em frente a “tela”.

Cerca
de 48% das pessoas que passavam cinco ou mais horas por dia em seus telefones,
o que é considerado um tempo bastante longo, havia pensado em suicídio ou feito
planos para cometê-lo contra 28% daqueles que passavam uma hora por dia em seus
telefones.

Nenhuma
outra variável como questões financeiras, trabalhos ou pressão escolar poderia
explicar o aumento dos problemas de saúde mental ao longo desse tempo.

Curiosamente,
os adolescentes que passavam mais tempo praticando esportes, fazendo lição de
casa, socializando com amigos na vida real e indo à igreja tinham um risco
menor de depressão e suicídio.

Efeito do vício em celular no cérebro

Outro
estudo apresentado na conferência Radiological
Society of North America
em 2017 analisou os cérebros de adolescentes que
se enquadravam-na categoria de dependência de celulares ou internet.

Os
autores encontraram algumas diferenças na química dos circuitos de recompensa
do cérebro, particularmente na proporção do neurotransmissor GABA para outros
neurotransmissores.

Curiosamente
quando os adolescentes passaram pela terapia comportamental cognitiva (TCC)
devido ao vício, a química do cérebro mudava e parecia mais com um controle contra
um vício.

Estudos
anteriores também analisaram a atividade nos circuitos de dependência do
cérebro dos adolescentes quando estão interagindo com as redes sociais e
descobriram que as células de uma dessas áreas, o núcleo accumbens, foram
ativadas quando os participantes viram as fotos do Instagram com mais
“curtidas”.

Mudança de comportamento

Embora mais pesquisas sejam
necessárias, os especialistas dizem que os efeitos da radiação podem ser
minimizados ao usar o aparelho do lado esquerdo da cabeça – especialmente
quando a qualidade da rede for muito baixa.

Curiosamente os pesquisadores suíços
descobriram que a função da memória do cérebro era mais vulnerável ao impacto
negativo da radiação quando o telefone era segurado no lado direito da cabeça,
onde estão localizadas as áreas do cérebro relacionadas à memória.

Os cientistas reconhecem que a
maioria das pessoas não vão parar de usar os seus telefones celulares, porém,
para evitar os riscos à saúde eles recomendam:

  • Limite a duração das suas ligações.
  • Mantenha-o longe do seu ouvido.
  • Limite o número de chamadas que faz.
  • Use o dispositivos viva-voz
  • Use fones de ouvido com fio para
    celular ou sem fio como Bluetooth.
  • Verifique quanta radiação o seu
    telefone emite observando a SAR (taxa de absorção específica) que é uma medida
    da quantidade de radiação pelo seu corpo. Ao comprar um novo aparelho, tente
    selecionar um com um SAR mais baixos.
  • Evite carregar o telefone no bolso,
    cinto ou qualquer lugar próximo ao corpo pois eles emitem radiação mesmo quando
    não estão em uso.
  • Limite o seu uso em áreas onde o
    sinal seja ruim, pois mais radiação é emitida quando você está longe de uma
    torre de celular.
  • Mande mensagens de texto em vez de
    ligar.

Embora muitos outros efeitos do
celular para a saúde estejam sendo estudados, esses são os 4 principais
malefícios do celular comprovado pela ciência, por isso, você pode seguir essas
recomendações para evitar correr o risco de sofrer com algum deles.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já conhecia os 5 malefícios do celular comprovados pela ciência? Pretende repensar seu uso diário? Comente abaixo!

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