5 Doenças na Língua – Maiores Problemas e o Que Significa

Doença na língua

Confira quais são as 6 doenças na língua que podem ocorrer em detrimento de diversos fatores, o que significa e como tratar cada uma delas.

A língua é um músculo necessário para a digestão dos alimentos e a fala. Embora os cuidados necessários e a saúde referente a essa parte do corpo nem sempre sejam lembrados, é necessário estar atento aos sinais que ela pode manifestar quando há algo de errado.

A inflamação é uma das respostas mais comuns quando a língua é afetada por alguma complicação. Dessa maneira, o músculo fica inchado e avermelhado. Para conhecer a causa desencadeante, pode ser necessária a submissão a exames físicos ou laboratoriais.

Alguns dos sintomas mais comuns que podem ser percebidos são a língua branca, as chamadas bolinhas na língua e, entre outros, o formigamento na língua.

No entanto, confira abaixo em detalhes as 5 doenças da língua mais comuns, como evitá-las e como tratar essas complicações, bem como os problemas que elas podem representar:

1. Glossite

Glossite é o
nome que se dá a uma complicação que causa inflamação na língua, fazendo-a
inchar e desencadeando alteração na sua cor e textura na superfície.
Popularmente conhecida como língua geográfica, essa complicação pode ter
origens diversas e normalmente se manifesta como sintoma de outras doenças ou
complicações de saúde.

A glossite pode
causar o desaparecimento das papilas, que, por sua vez, contêm milhares de
pequenos sensores chamados papilas gustativas que funcionam proporcionando a
percepção sensorial dos sabores.

Quando a
inflamação é grave, a língua fica mais avermelhada do que o comum, o paciente
pode sentir dor e seu paladar ser prejudicado.

Atualmente são
catalogados três tipos de glossite, sendo elas:

– Glossite aguda

Quando o
paciente passa por um quadro de glossite aguda, significa que a inflamação
aparece de repente como sintoma subjacente a uma outra causa. Normalmente os
casos de glossite aguda são associados a reações alérgicas.

– Glossite crônica

A glossite
crônica, por sua vez, corresponde a quadros de inflamação na língua que se
manifestam de maneira recorrente.

Assim como o
quadro agudo, a versão crônica possivelmente será um sintoma subjacente de
outras doenças que resulta nesse quadro inflamatório.

– Glossite atrófica

A glossite
atrófica, também conhecida como glossite de Hunter, ocorre quando muitas
papilas são perdidas, prejudicando o paladar do paciente, resultando em alterações
na cor e na textura da língua. Esse tipo de glossite geralmente dá à língua uma
aparência brilhante.

Ao contrário das
versões aguda e crônica, a glossite atrófica se manifesta em decorrência de
carência de certos nutrientes, sobretudo vitaminas e minerais. Esse é um quadro
comum em pessoas que possuem anemia.

Quantidades
insuficientes de ferro no organismo podem desencadear essa complicação, pois
esse mineral é responsável pelo crescimento celular, ajudando seu corpo a
produzir glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio para seus órgãos, tecidos
e músculos.

Dessa maneira, baixos
níveis de ferro no sangue podem resultar em baixos níveis de mioglobina que,
por sua vez, é uma proteína encontrada nos glóbulos vermelhos, que exerce
particular importante à saúde muscular, incluindo o tecido lingual.

A deficiência crônica de vitamina A, assim como as faltas de vitaminas E e B12, também são fatores desencadeantes dessa complicação.

Pessoas com
herpes, alergias alimentares, problemas no sistema imunológico, portadores de
aparelhos ortodônticos que prejudicam a língua e pessoas com deficiência de
ferro e vitaminas no organismo, são identificadas dentro da faixa de risco.

Como tratar?

O tratamento de
glossite consiste, a princípio, em reduzir a inflamação da língua. Esse não é
um quadro emergencial e geralmente não requer internamento, a não ser quando o
processo inflamatório se dá em decorrência de crises alérgicas. Nesses casos, o
paciente deve ser encaminhado em caráter de urgência a um pronto socorro para
que as vias aéreas não inchem, prejudicando ou até mesmo impossibilitando a respiração.

Nos casos da
glossite atrófica, após a administração de medicação para conter e reverter a
inflamação, provavelmente você será prescrito a iniciar um tratamento de
reposição de vitaminas ou nutrientes deficitários em seu organismo por meio de
suplementação ou alteração em hábitos alimentares.

Dentre os
medicamentos possíveis, após o diagnóstico o médico responsável poderá
prescrever tratamentos com remédios anti-inflamatórios ou antibióticos, bem
como orientações quanto a uma adequada higiene bucal.

Exames de sangue
como o hemograma podem ser solicitados para um diagnóstico mais preciso.

2. Reações alérgicas

Essa é uma das causas mais preocupantes e emergenciais quando se trata de doenças na língua.

Consumir
produtos e alimentos cujo paciente é alérgico requer um tratamento imediato
para que o quadro não avance. Uma pessoa pode desenvolver uma crise alérgica ao
ter contato por vias respiratórias, gastrointestinais ou pela pele com o agente
em questão, que podem ser alimentos ou produtos como pasta de dente e
enxaguante bucal.

Frutos do mar
estão entre os principais agentes alérgenos.

Como tratar?

Nesses casos, a
administração de um anti-histamínico recomendado por seu médico pode ser ideal
para conter o quadro.

Quando a língua
começa a inchar em decorrência de uma crise alérgica, significa que as vias
aéreas podem estar sendo comprometidas, dificultando a respiração. Dessa forma,
quando isso ocorre, o paciente deve ser encaminhado emergencialmente a um
pronto socorro.

3. Síndrome de Sjögren

Síndrome de Sjögren é uma doença considerada comum. Só no Brasil, mais de 150 mil casos são reportados anualmente. Quando esse quadro se instala em um paciente, o sistema imunológico atinge as células saudáveis das glândulas salivares e do canal lacrimal, diminuindo a produção de lágrimas e saliva.

Os principais
sintomas da Síndrome de Sjögren são olhos e boca seca. Além disso, não é raro
encontrar pacientes que reportam sintomas como dor ou inchaço nas articulações,
erupções cutâneas, tosse seca recorrente, fadiga e inchaço nas glândulas
salivares.

As causas
desencadeantes dessa síndrome ainda não são exatas. A principal razão aceita
pelas evidências clínicas é de ordem genética. Além disso, estão dentro dos
grupos de risco mulheres acima de 40 anos e que possuem problemas
reumatológicos.

Como tratar?

Por se tratar de uma das doenças na língua crônicas, a síndrome de Sjögren não possui cura, mas seu tratamento assegura melhor qualidade de vida em face dos sintomas.

Dentre os principais tratamentos estão a administração de colírios para lubrificação ocular – de preferência sem conservantes – e para o desconforto da secura bucal, inclui-se certas medidas paliativas, como ingestão de pequenos goles de água ao longo do dia, bem como o uso pastilhas e de gomas de mascar sem açúcar.

Embora os
efeitos dessas medidas não perdurem por um longo tempo, são acessíveis e podem
ser recorridas sem efeitos colaterais. Ademais, tratamentos com pilocarpina
podem ser prescritos pelos médicos. Trata-se de um remédio que tem como função
principal estimular a produção de secreção salivar e ocular, mas que oferecem
certos efeitos colaterais desagradáveis.

4. Xerostomia

Xerostomia é nome associado a uma condição popularmente conhecida como boca seca.

Essa complicação não é, por si só, uma doença, mas pode ser indicativo de alguns outros quadros que podem ser diversos, como desidratação, efeito colateral de ingestão de certos remédios – como antidepressivos, antialérgicos e diuréticos, bebidas alcoólicas, certas drogas e má higiene bucal. Tratamentos de radioterapia também costumam causar xerostomia.

Em decorrência
de certos quadros, há a baixa produção salivar – hipossalivação. Quando esse
quadro ocorre de maneira recorrente, pode ser indicativo de doenças nas
glândulas salivares ou de diabetes mellitus.

Uma pessoa
considerada saudável excreta, por meio das glândulas salivares, cerca de 1 a
1,5 litro de saliva diariamente. Trata-se de uma secreção fundamental à
digestão alimentar pois contém enzimas e demais substâncias que auxiliam na
prevenção da proliferação de certas bactérias, que podem causar cáries e
infecções.

Como tratar?

O tratamento de xerostomia deverá ser determinado a partir do diagnóstico da causa matriz. No entanto, alguns protocolos são recomendados em qualquer situação, como aumentar a ingestão de água, que resultará em aumento no quadro de hidratação e, consequentemente, na produção salivar.

Evitar o consumo
de bebidas alcoólicas e o tabagismo também influenciará no aumento de saliva,
contribuindo positivamente ao quadro.

5. Candidíase oral

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a candidíase não atinge apenas os órgãos genitais. Ela também pode ser uma das doenças na língua.

A candidíase
oral pode acometer homens e mulheres. O fungo Candida albicans provoca infecção e um aspecto esbranquiçado na
língua. Essa doença também pode acometer bebês, devido à baixa imunidade que
seus organismos ainda apresentam. Adultos com a imunidade enfraquecida também
podem apresentar essa complicação, sobretudo quem é portador de HIV/AIDS ou
quem possui câncer.

O contágio da
candidíase oral se dá por meio do contato de mucosas, e os principais sintomas
são aparecimento de caroços, aftas e placas brancas na superfície da língua, da
bochecha e garganta.

Como tratar?

O tratamento em
adultos deve ser prescrito por um médico, geralmente clínico geral, ou por
dentistas, que poderá consistir na administração de antifúngicos em forma de
gel ou em enxaguantes bucais.

Outros cuidados
devem ser redobrados durante o tratamento, como a higiene bucal, além de ser
necessário evitar o consumo de alimentos gordurosos ou com açúcar e carboidratos
refinados. Spray nasal e xaropes também podem ser recomendados para atenuar os
sintomas.

Fontes e Referências adicionais:

Você já conhecia essas 5 doenças na língua? Já passou por isso alguma vez? Comente abaixo!

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