10 Tendências para o Mundo Pós Coronavírus que Mudarão Nossas Vidas

Mundo no coronavírus

As mudanças que a pandemia do novo coronavírus trouxeram na vida das pessoas são nítidas: passa-se muito mais tempo em casa em isolamento social, encontros de pessoas e aglomerações precisam ser evitados, dias de aulas e expedientes de trabalho são trocados por educação a distância e home office, a higienização da casa é reforçada e as mãos têm que ser lavadas com muito mais frequência, por exemplo.

Com números alarmantes de mais de 4,4 milhões de infectados e mais de 300 mil mortos em todo o mundo até a tarde da quinta-feira, 14 de maio, os impactos da COVID-19 – a doença provocada pelo novo coronavírus – na saúde e vida das pessoas são ainda mais intensos.

Enquanto alguns passaram pela dor de perder um ente querido em virtude da doença, quem foi contaminado pelo vírus precisa lidar com o que o coronavírus provoca no organismo. Isso sem contar toda a sobrecarga que a crescente quantidade de infectados causa nos serviços de saúde.

Além disso tudo, a pandemia de COVID-19 inevitavelmente tem efeitos sobre a economia, afinal vários estabelecimentos tiveram que ser temporariamente fechados ou limitar as suas atividades para conter a disseminação do vírus, afetando rendimentos e empregos.

Para a gerente de portfólio e patrimônio global da Columbia Threadneedle Investments, Pauline Grange, a experiência pode mudar radicalmente o comportamento dos consumidores, empresas e mercados financeiros.

Mas como isso pode se dar? A especialista da área financeira listou quais são, em sua opinião, 10 tendências da crise da pandemia do novo coronavírus que transformarão a economia:

1. Avanços na área médica

Embora ainda não exista uma vacina ou medicamento comprovado ou autorizado para prevenir ou tratar a COVID-19, a velocidade do progresso em direção a uma solução contra o novo coronavírus surpreenderá, destaca Grange.

Vários estudos para desenvolver uma vacina para o novo coronavírus já estão em andamento e alguns se encontram inclusive em fase de experimentação em seres humanos, algo que em comparação ao passado levaria anos para acontecer, como apontou a especialista da área financeira. Inclusive um teste americano apontou resultados promissores do remdesivir, remédio candidato ao tratamento da COVID-19.

Uma solução mais veloz contra a doença pode limitar os seus impactos econômicos e motivar investimentos mais robustos em pesquisas na área da saúde.

2. Reforço nos padrões de higiene e saúde

Mesmo quando o isolamento para contenção do novo coronavírus for relaxado, não dá para esperar que tudo volte a ser como era antes da pandemia. O temor pelo contágio da COVID-19 fará com que muitas pessoas e estabelecimentos fortaleçam os seus padrões de higiene e saúde.

Até porque um consumidor pode se sentir desrespeitado ao entrar em um comércio que não toma medidas de prevenção contra a doença e escolher fazer a sua compra em um concorrente que obedeça e reforce esses cuidados.

Para Grange, as leis e regulamentos acerca de higiene e saúde serão fortalecidos, especialmente na China, país de origem do novo coronavírus. Inclusive, o biólogo e ornitólogo (estudiosa das aves) Jared Diamond disse em entrevista à WWF que a epidemia do coronavírus jamais teria se espalhado se os chineses tivessem fechado os mercados de animais selvagens vivos 17 anos atrás, após a síndrome respiratória aguda grave (SARS).

Portanto, para evitar novas pandemias e epidemias é crucial começar a se precaver desde já.

3. Redirecionamento do foco ao meio ambiente

Muito antes da pandemia do novo coronavírus estourar, os problemas ambientais e climáticos já eram uma realidade clamando por soluções por parte dos governantes dos países. O confinamento imposto pela COVID-19 parece ter amenizado a poluição ambiental, já que muito menos gente nas ruas é igual a menos gente impactando e poluindo o meio ambiente. O questionamento levantado por Grange é se os países que têm se beneficiado de níveis mais baixos de poluição do ar e da água podem tentar preservar essa mudança.

4. Questionamento da origem dos produtos

Grange acredita que os países começarão a se importar mais com a origem dos produtos e questionar a dependência excessiva que existe em relação a alguns países. A crise da pandemia de COVID-19 escancarou a dependência que os ocidentais têm em relação aos equipamentos e insumos de saúde produzidos pela China.

Segundo reportagem da BBC, a China concentra mais da metade da produção mundial de máscaras e aproximadamente um quinto de respiradores. Inclusive, os Estados Unidos chegaram a ser acusados de desviar equipamentos adquiridos por outros países para enfrentar o novo coronavírus.

Além disso, o uso de máscaras de pano ao sair de casa foi uma medida tomada para dar certa proteção à população e, ao mesmo tempo, deixar as máscaras profissionais como as cirúrgicas e as do tipo N95 exclusivamente para os profissionais de saúde, uma vez que há a escassez do material.

Para a gerente de portfólio e patrimônio global da Columbia Threadneedle Investments, a crise fará com que as empresas precisem diversificar as suas cadeias produtivas e poderá resultar em dinâmicas favoráveis para as pequenas empresas locais, conforme os consumidores se afastem das marcas dominantes. Quem não ouviu pelo menos uma vez o conselho de apoiar o produtor local da sua cidade em tempos de crise de coronavírus?

5. Reorganização de valores e prioridades

O período pós-pandemia poderá trazer uma mudança radical na escala mental de valores dos consumidores, em virtude da limitação da liberdade imposta pelos cuidados necessários em relação ao novo coronavírus.

Segundo Grange, o consumidor poderá descobrir que dá mais valor a experiências como saúde, fitness e engajamento social e menos importância às coisas materiais. Uma hipótese levantada pela especialista da área financeira é que as empresas poderiam se ver obrigadas a passar por uma fase de reorganização, em que dão maior relevância ao seu impacto em relação à sociedade, aos consumidores, ao meio ambiente, aos funcionários e à cadeia produtiva.

6. Tecnologia vista como serviço de utilidade pública

Em um período de isolamento, em que não dá para sair de casa para fazer reuniões de trabalho, encontrar amigos, visitar familiares ou participar de reuniões religiosas, o espaço ocupado pela tecnologia no dia a dia é intensificado.

Ferramentas como o serviço de pesquisa do Google e redes sociais como Facebook, Instagram e YouTube se beneficiam com um aumento de usuários e um nível maior de participação por parte desses usuários. Mesmo aqueles que deixaram os serviços de tecnologia de lado certamente retornarão, já que as plataformas virtuais constituem a ferramenta principal de trabalho e comunicação com outras pessoas durante uma quarentena.

Isso sem contar os serviços de distribuição de informações, mapeamento/contabilização de contaminados e checagem de fatos contra fake news tão importantes para o contexto da pandemia que são viabilizados pelos serviços de tecnologia.

7. Crescimento da área tecnológica

Nessa mesma linha, Grange prevê uma aceleração geral das tendências tecnológicas que já se encontravam em andamento. Se antes já havia sido registrado um crescimento de empresas que atuam com inteligência artificial e algoritmos baseados em dados para automatizar processos, tomando o lugar dos processos baseados na comunicação face a face, com a limitação da interação humana imposta pela pandemia do novo coronavírus, os investimentos na área de tecnologia poderão ser ainda maiores, apontou a especialista da área financeira.

8. Mais home office

Permitir o home office de seus funcionários, também chamado de teletrabalho ou trabalho em casa, tornou-se a solução para que muitas empresas não deixassem de funcionar. Grange acredita que isso pode fazer com que o home office seja visto como uma maneira mais aceitável de trabalho, estimulando investimentos em nuvem e incentivando o abandono das infraestruturas tradicionais de trabalho.

9. Aumento do consumo on-line

Inevitavelmente, a combinação entre isolamento social, em que as pessoas passam a maior parte do tempo em casa e devem sair somente em casos de urgência, e comércios fechados ou com atendimento limitado, muitas compras passam a ser feitas on-line.

Grange ressalta que o consumo on-line tem registrado aumento em todas as categorias e acredita que o que hoje é uma necessidade poderá se tornar uma regra. Inclusive, vale a pena saber como receber suas entregas com segurança durante a pandemia.

A gerente da Columbia Threadneedle Investments também prevê uma aceleração de investimentos no mundo virtual por parte de varejistas e provedores de serviços tradicionais.

10. Adesão ao uso de cartão e outras formas de pagamentos digitais

As notas de dinheiro costumam passar por muitas mãos, portanto, manuseá-las e aceitar pagamentos em dinheiro representa um risco significativo de contaminação pelo novo coronavírus.

Por isso, se antes o pagamento via cartão ou outras ferramentais digitais já era uma facilidade fornecida por muitos empresários, a pandemia e o risco de infecção fazem com que eles se tornem, agora, uma questão de necessidade.

Fontes e Referências Adicionais:

O que você acha que mais afetará sua vida após a pandemia do coronavírus? Quais dessas mudanças você já tem sentido no dia a dia? Comente abaixo!

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